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Por um prato de comida

Congresso em Foco

19/10/2006 0:00

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Índio da Costa *


Defronte do filé fumegante, do arroz e da salada, levantei-me, deprimido, e desliguei a televisão durante o programa eleitoral, convencido de que o PT de Lula comete a mais vil das formas de se submeter um ser humano: a do controle da consciência por um prato de comida. É como se o povo brasileiro fosse o cachorro do Pavlov, babando ao ouvir a sineta na hora da refeição. E estava lá o prato de comida, com Lula dizendo que são 44 milhões que hoje dependem do Bolsa Família, e que, segundo espera o PT, vão  votar em Lula. Para matar a fome.

Lula, que prometeu ao povo 10 milhões de empregos e, em vez disso, transformou a idéia e a realidade do Bolsa Escola.  Ao invés de dar independência e dignidade para os pobres através do trabalho, lhes submete como submeteram Esaú, por um prato de lentilhas. São 44 milhões de brasileiros, repetia Lula orgulhoso. Que vergonha!

A escolha do PT foi a de desviar os recursos públicos para se manter no poder e para arrasar a auto-estima dos brasileiros, fazendo-os crer que, se se mantiverem obedientes, o Estado lhes dará comida por toda a vida. É a cubanização do Brasil, no sentido menos virtuoso que possa ter a expressão. A crença de que o indivíduo não pode ser livre para construir o seu futuro; de que o trabalho e o esforço individual não são suficientes para vencer a pobreza; a fantasia de que o Estado é o pai "provedor", o pai que Lula não teve e que imagina poder ser. Mas que acaba sendo uma espécie de Fidel Castro de barba curta.

Quando desvia recursos de investimentos em infra-estrutura para custeio, o governo do PT aumenta o custo Brasil, reduz o crescimento ao nível do Haiti, impede que o país possa avançar no ritmo das economias emergentes e diminui a capacidade do empresariado gerar empregos. Empregos que tirariam da fome os 44 milhões de brasileiros dependentes da Bolsa Família. Ao aumentar taxas e impostos para cobrir os seus gastos de custeio, o governo impede que o empresariado brasileiro possa competir com os empresários de outros países. Ao aumentar artificialmente o valor do real, diminuindo o dólar, o PT de Lula dificulta nossas exportações, diminui os empregos no Brasil. Com o artifício do dólar baixo, o PT de Lula, paga uma dívida externa de juros baratos e aumenta uma dívida interna de juros caros, os juros mais caros do mundo.

O Brasil entrou na contramão da história e o estrago que o PT de Lula já fez custará caro, desde hoje e para a próxima geração. Logo neste ano, em que o Prêmio Nobel decidiu recompensar o economista que acreditou na capacidade dos pobres de suplantar a pobreza por sua própria capacidade de empreendimento e através da oferta de micro-crédito. Logo agora, que o mundo acredita na capacidade empresarial do ser humano, Lula leva os pobres brasileiros à pior condição, de pedintes.

Pedintes e dependentes de um Estado cada vez mais fraco, porque cada vez arrecada menos em termos relativos ao Produto Interno Bruto, mesmo quando aumenta impostos. Pelo simples fato de que o capital foge dos países que não crescem, que não são competitivos. Breve voltaremos à colônia, onde os senhores oligarcas controlavam os pobres por um prato de farinha.


* Índio da Costa, 35 anos, está no terceiro mandato de vereador no Rio e elegeu-se deputado federal pelo PFL no último dia 1º. Foi secretário de Administração durante a gestão de César Maia na Prefeitura do Rio. Formado em Direito pela Faculdade Cândido Mendes, especializou-se em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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