Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. "Governo reage bem à crise, mas demorou muito", diz FHC

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

"Governo reage bem à crise, mas demorou muito", diz FHC

Congresso em Foco

18/11/2008 | Atualizado às 17:05

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Ao chegar para um encontro “de cortesia” com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso disse há pouco que o governo Lula tem reagido de forma adequada à crise financeira internacional. No entanto, o tucano disse que a equipe econômica “demorou” a tomar as medidas de contenção da crise.

Ao ser perguntado se o governo federal está fazendo a coisa certa, FHC foi sucinto. “Eu acho que sim. No que diz respeito a ativar e consolidar o sistema financeiro, [o governo] está fazendo”, opinou o ex-presidente, sem interromper a caminhada à presidência do Senado. “Mas demorou muito. Agora tem de olhar para o futuro, porque o ano que vem vai ser muito difícil.”

Para Fernando Henrique, o governo tem de reformular alguns projetos iniciados e reduzir despesas. “Os gastos estão muito elevados. Tem de dar uma freada”, abreviou FHC, sem querer entrar em detalhes sobre as medidas provisórias 440 e 441, que concedem reajuste a cerca de 400 mil servidores das chamadas “carreiras de Estado”. Ambas estão à espera de votação no plenário do Senado, e trancam a pauta da Casa. “Eu acho temerário.”

Recebido por Garibaldi e pela bancada tucana no Senado – representada por senadores como o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), Eduardo Azeredo (MG) e Marconi Perillo (GO) –, além do líder do DEM, José Agripino (RN), FHC disse que as crises que enfrentou em seus dois mandatos (entre 1995 e 2002) foram de ordem cambial, e não tinham a gravidade da que está em curso.

“Globalmente, essa crise atual é mais grave. Equivalente a essa – ou com maior gravidade – só a de 29”, disse o tucano, referindo-se à crise iniciada nos Estados Unidos em 1929, com a quebra de diversos bancos privados norte-americanos, o que daria início à chamada Grande Depressão. “Para o Brasil é diferente, porque não é como as crises como as que enfrentei, que eram cambiais. Esta é de liquidez e de confiança. É outro tipo de crise.”

MPs

Depois de cerca de vinte minutos reunidos na presidência do Senado, FHC e Garibaldi Alves se dirigiram ao prédio do Interlegis (Comunidade Virtual do Poder Legislativo), onde o ex-presidente da República abrirá um ciclo de palestras sobre "o excesso de medidas provisórias e a conseqüente diminuição do espaço do Poder Legislativo", como informa a assessoria de imprensa da instituição.

De iniciativa do próprio Garibaldi Alves, um dos principais críticos do que seria a ingerência do Executivo na função de legislar dos congressistas, o ciclo de palestras será encerrado no próximo dia 26, com pronunciamento do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). (Fábio Góis)

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Temas

Reportagem

LEIA MAIS

Prêmio: Gabeira e Luciana embolam disputa com Aleluia

Sanctis nega ter autorizado grampo contra Mendes

PEC que altera rito de MPs está na pauta da Câmara

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES