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Congresso em Foco
3/2/2007 | Atualizado 4/2/2007 às 18:12
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O deputado Paulo Maluf (PP-SP) retorna à Câmara com um vasto currículo de vida política. Foi governador e prefeito de São Paulo e candidato à Presidência da República. Mas o que mais chama atenção na polêmica figura de Maluf são as diversas acusações às quais responde, ou já respondeu, na Justiça. Estima-se que mais de uma centena. Apesar de todos os processos, declara-se “a pessoa mais pura deste país” e destaca o fato de não haver nenhuma condenação definitiva contra ele. “Tudo o que fiz na minha vida está de acordo com a Justiça”, garante. |
Acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Maluf diz que decidiu voltar à Câmara, na qual exerceu mandato em 1983 e 1987, para lutar pela ética na política e o resgate da imagem da Casa. “Estou com uma expectativa estupenda. Tudo que aconteceu na legislatura passada vai servir de paradigma para os próximos anos”, afirma o deputado, eleito em 2006 com a maior votação do país.
Aos que questionam se a sua candidatura não teria sido motivada pelo foro privilegiado, prerrogativa que garante aos parlamentares o direito de ser julgado apenas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Maluf tem a resposta na ponta da língua: “Não preciso de foro privilegiado. Minha vida pública é transparente e cristalina”.
Em 2005, o ex-prefeito paulistano esteve preso durante 40 dias, coisa que não teria ocorrido se estive no exercício do mandato, já que o parlamentar só pode ser preso em flagrante. O deputado eleito é processado por superfaturamento em obras e desvio de dinheiro público. As autoridades suíças informaram ter encontrado US$ 200 milhões em contas dele e da família.
Adversário histórico do PT em São Paulo, Maluf chega à Câmara jurando fidelidade ao presidente Lula e garantindo empenho para a aprovação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Na minha visão, é melhor ter projeto que possa ser criticado do que não ter projeto. Criticar o PAC pura e simplesmente para fazer oposição ao governo, no meu entender, é uma atitude errada da oposição", afirma.
No novo mandato, o deputado afirma que vai contribuir com sua experiência em educação, habitação, segurança pública e emprego. “Anota aí. Os meus túneis não inundam, meus piscinões deram certo e minhas estações de metrô não desabam”, diz, numa crítica direta aos seus sucessores na capital paulista.
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