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Palocci cada vez mais encrencado

Congresso em Foco

20/11/2005 | Atualizado às 5:54

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A Folha deste domingo informa, em matéria de Rogério Pagnan, que documentos em poder do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil de São Paulo permitem estimar ao redor de R$ 400 mil por mês o desvio de recursos ocorrido durante a segunda gestão do ministro Antonio Palocci como prefeito de Ribeirão Preto.

Os documentos, que provariam irregularidades no serviço de limpeza pública, incluem ordens de serviço, planilhas e boletins de medição supostamente fraudados. Dois funcionários confirmaram a falsificação em benefício da Leão Leão. Segundo Rogério Buratti, ex-assessor de Palocci, a empresa pagou R$ 50 mil mensais em propina ao então prefeito, entre 2001 e 2002.

As irregularidades envolvem Isabel Bordini, então superintendente do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), que forçaria aos subordinados a alteração de números de modo a aumentar os valores a pagar à Leão Leão. O marido de Bordini, Donizeti Rosa, foi secretário de Palocci em suas duas gestões como prefeito e hoje é diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

No sábado, outra denúncia foi divulgada contra o ministro da Fazenda. Em reportagem da revista IstoÉ Dinheiro, o empresário Márcio Antônio Francisco acusou Palocci de liderar um esquema de liberação de verbas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com Márcio Francisco, o esquema teria como principal operador Nelson Rocha Augusto, atual presidente da corretora de títulos e valores do Banco do Brasil, a BB-DTVM, e ex-secretário de Planejamento de Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto (SP).

Fazia parte do esquema, segundo ele, criar empresas fantasmas para emitir notas frias para a Leão Leão. “Eu estive pessoalmente com o Nelson várias vezes para combinar o esquema”, relatou Márcio Francisco à revista. “O Nelson me disse que faria um empréstimo do BNDES de R$ 5 milhões para eu montar minha indústria de aguardentes, mas que o dinheiro só sairia se eu pagasse pedágio de 50% para o grupo. Ele revelou que já havia feito o mesmo para outras empresas. Disse também que com o Palocci no Ministério da Fazenda, a liberação do dinheiro seria muito rápida”.

“Essa história é risível, ridícula e sem pé nem cabeça”, reagiu Nelson Augusto. “Não conheço esse cidadão, nunca conversei com ele e em nenhum momento ele se reuniu comigo”. O ministro Palocci até o momento não se manifestou sobre o assunto.

No governo, a situação dele continua delicada. Ao mesmo tempo em que dá declarações formais de apoio ao ministro, o presidente Lula prestigia de modo ostensivo a ministra Dilma Roussef, que fez críticas públicas a Palocci.

O centro da disputa interna é o tamanho do superávit fiscal. Sem prejuízo do cumprimento da meta de 4,25% do PIB (que a Fazenda quer elevar para pelo menos 5%), Dilma e outros ministros querem mais dinheiro para investimentos. Candidatíssimo à reeleição, Lula concorda que ano eleitoral exige caixa mais alto para ajudar a mostrar serviço.
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