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Livre de punição, padre deputado diz ter renascido

Congresso em Foco

26/3/2009 12:25

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Edson Sardinha

De volta às funções sacerdotais, o deputado e padre Luiz Couto (PT-PB) diz se sentir como se tivesse renascido com o fim da suspensão imposta pelo arcebispo da Paraíba, Aldo Pagotto.

Luiz Couto celebra amanhã (27), na capital paraibana, a primeira missa desde que foi punido pelo bispo por ter se posicionado, em entrevista ao Congresso em Foco, contra o celibato e a discriminação dos homossexuais e a favor do uso de preservativo nas relações sexuais (leia mais).

"Foi como se tivesse nascido de novo, afinal celebrar a Eucaristia é para mim um momento de oxigenação, fortaleza, para continuar denunciando as injustiças, e motivação existencial", afirmou o padre, que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Luiz Couto estava proibido de celebrar missas, casamentos e batizados desde o dia 25 de fevereiro. Na última segunda-feira (23), o bispo revogou a punição após um encontro reservado com o padre na Cúria Metropolitana de João Pessoa. Desde então, os dois não haviam se manifestado sobre o assunto.

Um ato público promovido pela Frente de Solidariedade a Luiz Couto, movimento que reúne entidades e lideranças sociais de João Pessoa, está previsto para amanhã (27) e marcará a primeira missa a ser celebrada pelo sacerdote após o fim da suspensão.

Em nota divulgada à imprensa, o padre agradece ao apoio recebido de entidades, religiosos, políticos e de setores da imprensa desde que foi punido por expressar opiniões contrárias às defendidas pela cúpula do Vaticano. Agradece, inclusive, a Aldo Pagotto.

Luiz Couto, 65 anos, ordenou-se padre em 1976 e aproximou-se dos seguidores da Teologia da Libertação, corrente católica com influência marxista. Antes de chegar à Câmara, em 2003, foi deputado estadual duas vezes.

O deputado foi relator da CPI dos Grupos de Extermínio no Nordeste na legislatura passada. A CPI pediu o indiciamento de 320 pessoas, entre policiais, magistrados e politicos dos nove estados nordestinos. Desde o início do mês, Luiz Couto tem a proteção de policiais federais por causa da série de ameaças de morte que vinha recebendo (leia mais).

Leia a íntegra da nota divulgada pelo padre:

"Logo que recebi a notícia da suspensão do ato que impedia o exercício de minhas funções sacerdotais, senti uma grande alegria. Foi como se tivesse nascido de novo, afinal celebrar a Eucaristia é para mim um momento de oxigenação, fortaleza, para continuar denunciando as injustiças, e motivação existencial. É a renovação da comunhão com Deus, com a Igreja e com o povo.

Repito o que disse o salmista no capítulo 63, versículo 2: 'Ó Deus, tu és o meu Deus, por ti madrugo. Minha alma tem sede de ti, minha carne te deseja com ardor, como terra seca, esgotada e sem água'.

Aproveito para compartilhar este meu contentamento e, particularmente, para agradecer as entidades, a imprensa, aos políticos, religiosos e religiosas, sacerdotes, bispos e leigos, enfim, a todos os irmãos e irmãs da Paraíba, do Brasil e do mundo que compreenderam a necessidade que tenho de continuar minha luta em defesa dos Direitos Humanos e dos excluídos da sociedade.  

Agradeço também ao arcebispo Dom Aldo Pagotto, ao Padre Luis Antônio, ao Dr. João Ricardo, ao Conselho Presbiteral e a maioria dos padres da nossa arquidiocese que através do diálogo franco, fraterno, solidário e transparente praticaram gestos que me devolveram o real sentido de vivência com a Igreja e com o povo.

Muitíssimo obrigado a todos e todas,

Padre Deputado Luiz Couto."

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