Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Discurso de Bolsonaro na ONU foi calculado | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Ricardo Cappelli

Lula ou Bolsonaro: quem se arrisca a cravar o resultado final?

Ricardo Cappelli

Ciro luta contra a história

Ricardo Cappelli

A eleição vai terminar?

Ricardo Cappelli

Bolsonaro é frio e autoritário, mas não idiota. Melhor não subestimá-lo

Ricardo Cappelli

Milagre natalino: união de esquerda e centro-direita contra Bolsonaro

Discurso de Bolsonaro na ONU foi calculado

Ricardo Cappelli

Ricardo Cappelli

26/9/2019 | Atualizado às 9:21

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

(Nova York - EUA, 24/09/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, discursa durante a abertura do Debate Geral da 74ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). rFoto: Carolina Antunes/PR

(Nova York - EUA, 24/09/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, discursa durante a abertura do Debate Geral da 74ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). rFoto: Carolina Antunes/PR
O discurso de Bolsonaro foi tratado como inoportuno e louco pela grande mídia e por seus opositores. O presidente teria perdido a oportunidade de enviar uma “mensagem ao mundo.” Será que é só loucura? Ninguém sobe à tribuna da ONU para falar para a opinião pública internacional. Políticos vivem de votos, sempre falam para o público interno. Ou alguém acha que Macron abordou a questão da Amazônia de olho nos eleitores brasileiros? Bolsonaro seguiu seu script. Bateu pesado no socialismo, em Cuba e na Venezuela. Que forças fazem a defesa do socialismo no Brasil para lhe oferecer um contraponto? Quem vai defender o governo de Maduro? Quem são os defensores do Foro de São Paulo? É curioso que as críticas, de uma forma geral, não tenham enfrentado as questões programáticas e ideológicas levantadas. Expressaram apenas uma “vergonha genérica diante dos educados europeus, defensores desinteressados das questões climáticas.” O presidente usou a oportunidade para unificar o seu time. Fez um aceno internacional para Moro e levou os militares ao delírio com o trecho sobre a Amazônia. Negou a realidade na ofensiva, convidando o mundo para visitar nossa floresta. Distribuiu sopapos com bandeira da soberania na mão. Há bastante tempo, a estratégia de defesa nacional considera que nossa principal ameaça será um inimigo de superior potencial ofensivo numa guerra na selva. O motivo? A defesa da Amazônia. A crítica às ong´s - “piratas de interesses internacionais" -, ao conservacionismo radical e à lógica de exclusão dos índios do processo de desenvolvimento faz parte da agenda das Forças. Quem é contra a soberania nacional? Alguém defende o discurso do presidente francês, que fez insinuações sobre a internacionalização da Amazônia? Bolsonaro levou uma índia e leu uma carta de apoio assinada por “índios agricultores”. Alguns índios, de olho nos lucros do agronegócio, já começaram a plantar soja ou arrendar suas terras. A oposição é contra? E se for aprovada a exploração mineral em terras indígenas destinando royalties polpudos aos índios? Os indígenas apoiarão? E a oposição? O Capitão ainda repetiu o discurso do general Villas Bôas, cutucando Alemanha e França como alegorias de uma Europa que desmatou e agora quer cobrar do mundo o que não fez. Na agenda econômica, é pouco provável que um pronunciamento na ONU produza efeito. A Europa sempre protegeu sua agricultura.  Pode dar pretexto? Sempre pode, mas o discurso liberal de privatizações, abertura comercial e etc., soa como música para a maioria dos presentes naquela sessão. Agarrou-se a Trump, mas sinalizou também para a China e para a Índia. Colado no topetudo, atacou o globalismo e a mídia, o esporte predileto de ambos. Levantou a bandeira do combate à corrupção e da segurança pública. Defendeu a família, num claro sinal aos eleitores religiosos. E fez tudo isso com “Deus e a Bíblia debaixo do braço.” Temas que dão permanente dor de cabeça à esquerda. Bolsonaro não é um gênio. Não é esta a questão.  Mas tratá-lo como um louco é um erro. Existe cálculo em suas palavras. Ele, em sintonia com um movimento internacional, busca fincar a extrema direita no Brasil. Considerá-lo folclórico é repetir o erro dos que achavam impossível sua eleição.  Várias questões foram pautadas. Ridicularizá-las, basta? Como enfrentá-las? >Moro dedilha seu alaúde e manda o Capitão para o divã >Bolsonaro quer o PT como adversário em 22 e vice-versa > Lançamos nosso primeiro crowdfunding. Contribua para o jornalismo independente!
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Amazônia Jair Bolsonaro Ricardo Cappelli Assembleia da ONU Bolsonaro na ONU

Temas

Mundo Governo
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES