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Jair Bolsonaro [fotografo]Carolina Antunes / Presidência da República[/fotografo]
A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nessa quarta-feira (16), contra a decisão do ministro Celso de Mello que impediu o presidente Jair Bolsonaro de depor por escrito no caso em que se investiga a denúncia de interferência presidencial na Polícia Federal durante a gestão de Sergio Moro como ministro da Justiça.
No agravo, a AGU alega que o depoimento por escrito de Bolsonaro não constitui um benefício inédito, mas sim um tratamento similar já dado pela corte a outros casos similares. A AGU lembra que, em 2017, o então presidente Michel Temer depôs por escrito no caso envolvendo a conversa com Joesley Batista no Palácio do Jaburu.
Na última sexta-feira (11), Celso de Mello ordenou que Bolsonaro tivesse seu depoimento colhido de maneira presencial, diante de advogados de Moro no interrogatório. O recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro veio após a Polícia Federal enviar um ofício ao presidente, oferecendo três datas para o depoimento, entre 21 e 23 de setembro.
Na manhã desta quinta-feira, Bolsonaro foi às redes sociais explicar o motivo do recurso. O presidente reiterou o argumento de que não pede "nenhum privilégio" à corte.
- Inquérito nº 4831/DF. - Recurso ao STF/depoimento. - Suposta interferência na PF. - Recorri ao STF pedindo a... Publicado por Jair Messias Bolsonaro em Quinta-feira, 17 de setembro de 2020