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O governo precisa sinalizar se de fato quer tratar da questão dos salários de servidores, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta segunda-feira (13), ao comentar a possibilidade de congelamento de salários como contrapartida ao plano de auxílio financeiro a estados.
“Não tem problema nenhum. Eles [governo] podem mandar o projeto de lei e eu me comprometi a votar”, disse ele a respeito de um texto eventual sobre o assunto. Maia ponderou que deve ficar claro se o presidente Jair Bolsonaro quer tratar da questão salarial neste momento.
> Relator deve reduzir auxílio a estados
A equipe econômica acusou o projeto do chamado novo Plano Mansueto de ser uma pauta-bomba. Depois disso, o relator, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), retirou do texto pontos polêmicos para viabilizar a votação. Um dos pontos retirados é o referente aos empréstimos aos estados e municípios, cujo valor previsto era de R$ 50 milhões. Também foi retirada a suspensão das dívidas dos estados com a União.
Ao comentar o enxugamento do texto, Maia disse que a crítica do governo ao texto foi um desrespeito à Câmara. “Nós não podemos ser acusados num dia e no outro sermos a solução”, criticou.
“Ninguém está querendo que o governo dê mais do que foi a arrecadação nominal. O valor nominal já significa uma perda de 10% da arrecadação prevista”, disse Maia. Para ele, seis meses para recomposição é um bom prazo, de abril a setembro.
Maia estimou que o projeto pode ser votado nesta segunda-feira. “Vamos trabalhar para votar hoje”, disse ele.