Artigos

Em quatro anos de Câmara, nenhum projeto de Sergio Reis virou lei

20/8/2021
Publicidade
Expandir publicidade

O então deputado Sérgio Reis (PRB-SP), durante votação do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016[fotografo]Nilson Bastan/Câmara dos Deputados[/fotografo]
O fato de Celso Russomanno (Republicanos-SP) ter sido o deputado federal mais bem votado em São Paulo em 2014 permitiu que o então cantor Sergio Reis, o 116º mais votado entre os candidatos daquela eleição, conseguisse uma vaga na bancada de 70 deputados do estado, por meio do quociente eleitoral. Com 45.330 votos, ou 0,22% do total, o cantor - que tem aderido a uma retórica de ameaças ao próprio Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF) - foi alçado para um mandato de quatro anos na Câmara - do qual saiu sem ter um único projeto de Lei de sua autoria aprovado. É o que mostram os dados da Câmara dos Deputados sobre o cantor. Enquanto deputado do PRB, Sergio Reis integrou comissões como a de Cultura e Seguridade Social e Família, como titular, além de integrar como suplente as comissões de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. No entanto, o deputado-cantor fez poucas proposições durante sua legislatura: foram apenas cinco projetos de lei, sendo que em um deles Sergio Reis não é o autor principal. O então parlamentar sugeriu que a cidade de Tatuí, no interior de São Paulo, fosse declarada "capital nacional da música"; outra sugestão foi de alterar o estatuto do idoso para obrigar empresas de ônibus a dispor de profissionais treinados a auxiliar o embarque e desembarque; uma terceira proposta visava alterar o Código de Trânsito Brasileiros para regulamentar a condução de veículos nas rodovias por portadores de Permissão para Dirigir. Entre Propostas de Emenda à Constituição (PEC), o sistema da Câmara aponta duas, mas nenhuma é realmente dele: ambas de um deputado homônimo, outro Sergio Reis que integrou a bancada de PTB de Sergipe entre 1999 e 2003. Apenas uma das propostas relatadas por Sérgio Reis virou lei. Uma proposta, vinda do Senado Federal, que deu a Florestópolis, município de 10.400 habitantes no norte do estado do Paraná, o título de "Município-berço da Pastoral da Criança". Sergio Reis não chegou a relatar a questão no Plenário, e sim na comissão de Cultura. O título foi dado à cidade por meio de uma lei assinada por Jair Bolsonaro, em novembro de 2019. > Sérgio Reis admite erro: “Não sou puxa-saco do Bolsonaro” > Subprocuradores encaminham representação criminal contra Sérgio Reis ao MPF
Se você chegou até aqui, uma pergunta: qual o único veículo brasileiro voltado exclusivamente para cobertura do Parlamento? Isso mesmo, é o Congresso em Foco. Estamos há 17 anos em Brasília de olho no centro do poder. Nosso jornalismo é único, comprometido e independente. Porque o Congresso em Foco é sempre o primeiro a saber. Precisamos muito do seu apoio para continuarmos firmes nessa missão, entregando a você e a todos um jornalismo de qualidade, comprometido com a sociedade e gratuito.
Mantenha o Congresso em Foco na frente.
JUNTE-SE A NÓS
Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Artigos Mais Lidos