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Miriam Moura
Miriam Moura
25/1/2018 | Atualizado às 15:12
[fotografo]Reprodução[/fotografo][/caption]Durante muito tempo, a expressão "nouvelle cuisine" despertou controvérsias e debates acalorados. O movimento que revolucionou a cozinha francesa pregava leveza nos pratos e valorizava a apresentação. Voilá! Lendo esta semana muitas matérias sobre a trajetória brilhante do grande chef, me deparei com a menção a uma das receitas famosas inventada por Paul Bocuse, a sopa de trufas: uma combinação de trufas, foie gras e caldo de frango. Fiquei com água na boca, só de pensar. Nunca provei, mas posso imaginar a delícia que tal iguaria deve ter sido para os felizardos que a provaram em algum momento.
Seu restaurante ostentou por mais de 50 anos três estrelas do Guia Michelin, um privilegio reservado aos deuses, e ele certamente era um deles. Reza a lenda que certa vez, durante entrevista ao jornal "Libération" ele disse: "Tenho três estrelas e sempre tive três mulheres", referindo-se a seus três casamentos. Em 1990, fundou, em Lyon, o Instituto Paul Bocuse e também uma competição mundial de cozinha, o "Bocuse D'Or". Ele foi o chef inspirador do filme "Ratatouille", uma linda homenagem aos amantes da arte das panelas.
"Monsieur Paul", como era carinhosamente conhecido, morreu aos 91 anos e sofria do mal de Parkinson. "Para mim, Deus morreu", disse um dono de restaurante em Lyon. O presidente francês, Emannuel Macron, afirmou: "Os chefs choram em suas cozinhas, no Elysée e em toda a França, mas eles continuarão o seu trabalho".
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