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Deputada Bia Kicis [fotografo] Edson Sardinha/Congresso em Foco [/fotografo]
O grupo conservador do Ministério Público, MP Pró-Sociedade, fundado pela irmã da deputada Bia Kicis (PSL-DF), entrou com pedido de habeas corpus em favor dos bolsonaristas que foram alvos da operação da Polícia Federal, que fez busca e apreensão para descobrir quem faz parte da quadrilha que cria e dispara fake news contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A irmã de Bia, Ruth Kicis Torrents Pereira, está entre os 51 fundadores do MP Pró-Sociedade. Em seu manifesto de lançamento, em 2018, o grupo se autoafirmou conservador e atacou o "globalismo" e a "bandidolatria", que seria a defesa de bandidos em detrimento de suas vítimas.
Agora, o grupo conservador entrou com pedido de habeas corpus em favor dos investigados, por acreditar, dentre outros argumentos, que a operação é ilegal. O artigo 43 do regimento interno do STF, prevê que a Corte pode estabelecer investigações para crimes cometidos nas dependências do Supremo e este ponto tem gerado dupla interpretação. De um lado, defensores do inquérito afirmam que por se tratar de ameaças a membros que estão no prédio e as diversas ameaças à própria sede da Poder, justificaria a instauração do inquérito. Já seus críticos afirmam que só se justificaria tal abertura, se tivesse acontecido algum crime fisicamente dentro das dependências da Suprema Corte.
O MP Pró-Sociedade apresentou um outro argumento, ode que o regimento interno da Corte não é contemplado na Constituição, tendo assim abrangência infralegal.
"O devido processo legal exige a delimitação da investigação penal em cada inquérito, seja para permitir o controle externo da atividade policial, seja para viabilizar a validade das provas, definir o juízo competente, e assegurar a ampla defesa e o contraditório, notadamente em relação a medidas cautelares determinadas pelo juízo processante", diz o pedido.