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Lula perde um em cada três de seus eleitores, revela Ipec

Percentual de brasileiros contrários à reeleição de Lula saltou de 57% para 62%. Principal motivo: insatisfação com o desempenho do governo

15/2/2025
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Lula perde apoio entre pobres e nordestinos, seu eleitorado mais fielMarcelo Camargo/ABr
Pesquisa Ipec divulgada pelo UOL aponta queda na popularidade do presidente Lula, principalmente entre seus eleitores mais leais. O percentual de brasileiros contrários à sua reeleição em 2026 subiu de 57% para 62%. Significativamente, 32% dos que votaram em Lula em 2022 agora se opõem a uma nova candidatura – um aumento de oito pontos percentuais desde novembro de 2024. Os dados foram publicados na coluna de José Roberto de Toledo.

Os principais motivos para a rejeição à reeleição, segundo os entrevistados, são: desempenho insatisfatório (36%), acusações de corrupção (20%), idade avançada (17%), consideração de que já teve sua chance (11%), e falta de confiança (9%). A soma dos motivos relacionados ao desempenho do governo atinge 50% das respostas. A percepção de "mau desempenho" cresceu de 27% para 36% desde novembro, sendo mais forte entre eleitores de Bolsonaro (39% vs 27% dos lulistas). Este aumento foi mais acentuado entre os próprios eleitores de Lula (11 pontos) do que entre os de Bolsonaro (9 pontos).

Outro fator importante é o desgaste da imagem do presidente e a busca por renovação (39%), englobando idade e saúde (17%), a ideia de que já teve sua oportunidade (11%), a necessidade de renovação (7%), e promessas anteriores de não se candidatar novamente (3%). Embora a preocupação com a saúde de Lula tenha diminuído desde novembro, o foco da mídia em preços de alimentos e a desinformação sobre a taxação do Pix impactaram negativamente sua popularidade.

A queda de apoio é mais evidente entre os eleitores de baixa renda e no Nordeste. Entre aqueles que ganham um salário mínimo, a maioria (52%) agora se opõe à reeleição de Lula, uma inversão em relação a três meses atrás. No Nordeste, o apoio caiu de 56% para 48%, quase empatando com os 49% contrários à reeleição. O aumento da insatisfação com o desempenho do governo como motivo para a rejeição cresceu dez pontos percentuais na região. A pesquisa foi realizada de forma presencial, em âmbito nacional.

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