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STF tem maioria para manter Dino, Zanin e Moraes em julgamento de Bolsonaro

Maioria da Corte rejeita recursos e mantém ministros na análise da denúncia que pode tornar Bolsonaro e aliados réus por tentativa de golpe.

19/3/2025
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O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou nesta quarta-feira (19) maioria para manter os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino no julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por suposta tentativa de golpe de Estado.

Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.Fotos: Rosinei Coutinho/STF; Nelson Jr./STF; Nelson Jr./STF

A decisão foi tomada no plenário virtual da Corte, onde seis ministros votaram pela rejeição dos recursos apresentados pela defesa de Bolsonaro e dos generais Walter Souza Braga Netto e Mário Fernandes. A defesa do ex-presidente tentava afastar Dino e Zanin do caso, enquanto Braga Netto questionava a relatoria de Moraes.

  • os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luís Roberto BarrosoLuiz Edson Fachin já votaram contra os recursos. Os ministros não votam nos casos em que são alvo do questionamento. Ou seja: Alexandre de Moraes não pôde votar no caso que analisa a sua própria permanência no processo, mas pôde votar a favor de Flávio Dinl e Cristiano Zanin.

Com a decisão, a Primeira Turma do STF seguirá com o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), marcado para a próxima terça-feira (25). A PGR acusa Bolsonaro e um grupo de aliados de integrar uma organização criminosa que teria planejado um golpe de Estado para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.

A defesa de Bolsonaro também solicitou que o caso fosse analisado pelo plenário completo do STF, composto por 11 ministros, e não apenas pela Primeira Turma, que reúne cinco magistrados. Esse pedido ainda será avaliado.

A denúncia da PGR envolve 34 pessoas, incluindo ex-ministros e militares, sob acusações como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Segundo a PGR, o grupo utilizou estrutura estatal para fragilizar a confiança no sistema eleitoral e tentou articular medidas que levariam à ruptura institucional.

O julgamento dos recursos no plenário virtual segue até esta quinta-feira (20), mas a maioria já formada garante a manutenção dos ministros na análise do caso.

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