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Após escândalo do INSS, avaliação de Lula estaciona em patamar crítico

Avaliação negativa atinge 43%, pior índice do mandato, mostra pesquisa Genial/Quaest. Para 61% dos entrevistados, país está na direção errada.

4/6/2025
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Maior parte dos entrevistados que tomaram conhecimento do escândalo do INSS atribuem responsabilidade pelos desvios ao governo Lula.Mateus Bonomi/AGIF/Folhapress

A popularidade do presidente Lula (PT) segue em um patamar crítico, mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (4). Segundo o levantamento, 57% dos brasileiros desaprovam o governo, enquanto 40% aprovam uma oscilação dentro da margem de erro em relação à rodada de março (56% de desaprovação e 41% de aprovação).

A avaliação negativa da gestão atinge agora 43%, o pior índice desde o início do atual mandato. Já 26% consideram a administração positiva, e 28% avaliam como regular. Apenas 3% não souberam ou não responderam.

Veja a íntegra da pesquisa

A pesquisa, que ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 29 de maio e 1º de junho, é a primeira realizada após o escândalo de fraudes no INSS, revelado em abril.

O caso, que envolveu descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas, teve ampla repercussão: 82% dos entrevistados disseram estar cientes do episódio. Para 31%, o principal responsável pelo esquema é o próprio governo Lula; 14% apontaram o INSS, e 8%, o governo anterior, de Jair Bolsonaro.

Variação da aprovação ao terceiro governo Lula.Reprodução/Quaest

Evangélicos

A desaprovação ao governo é especialmente alta no Sudeste, onde chega a 64%, e entre eleitores evangélicos, alcançando 66%. Esses segmentos são considerados decisivos para qualquer cenário eleitoral em 2026.

Outro dado preocupante para o Planalto é a percepção sobre os rumos do país: 61% dos entrevistados acham que o Brasil está na direção errada, contra 32% que acreditam no caminho certo. Em março, os índices eram de 56% e 36%, respectivamente.

Comparações e economia

A disputa narrativa com o governo anterior segue acirrada. Para 44% dos entrevistados, a gestão Lula é pior do que a de Bolsonaro, enquanto 40% consideram o oposto.

Apesar do quadro geral desfavorável, houve certo alívio na percepção da economia. O percentual dos que acham que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses caiu de 56% para 48%. Também recuou a sensação de alta de preços: de 88% para 79% nos supermercados e de 70% para 54% no caso dos combustíveis.

Com a troca de comando na Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o governo apostava em uma virada na popularidade ao longo do primeiro semestre de 2025. Até agora, o movimento não se concretizou: a desaprovação subiu sete pontos desde o início do ano, enquanto a aprovação recuou na mesma medida. "O governo está perdendo tempo", resume o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos, corretora financeira do banco Genial.

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