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Saiba quem é Adilson Barroso, suplente que assume vaga de Zambelli

Suplente para a vaga de Carla Zambelli foi fundador do extinto Patriota e substituiu Derrite na atual legislatura.

12/12/2025
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A 1ª Turma do STF delibera nesta sexta-feira (12) a respeito da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a anulação da resolução da Câmara dos Deputados que preserva o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

Se efetivada sua cassação, a congressista será substituída por Adilson Barroso, primeiro suplente do PL paulista. Esta é sua segunda passagem na Casa durante a atual legislatura: ele assumiu a vaga de Guilherme Derrite (PP-SP) até abril, quando o então secretário de Segurança Pública de São Paulo migrou para o PP.

Como presidente do Patriota, Adilson Barroso convidou Bolsonaro duas vezes para concorrer ao Planalto.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Em suas redes sociais, Adilson Barroso se define como "bolsonarista de direita, conservador, patriota, amigo do presidente Jair Bolsonaro, Michele Bolsonaro e Nikolas Ferreira (PL-MG)". Ele possui uma longa trajetória na política partidária brasileira, tendo sido fundador e o mais longevo presidente do antigo Patriota, sigla que em 2023 se fundiu ao PTB para formar o atual PRD.

Percurso

Adilson Barroso iniciou sua carreira política no PTB em 1987, sendo eleito no ano seguinte como vereador no município de Barreirinha (SP). Foi reeleito em 1992 pelo PFL (atual União Brasil), e virou vice-prefeito em 1996, pela mesma sigla. Em 2002, foi eleito deputado estadual pelo extinto Prona, permanecendo no cargo até o final de 2006.

Em 2011, fundou o Partido Ecológico Nacional (PEN), que mais tarde se transformaria no Patriota. A legenda foi criada com o intuito de atrair uma candidatura de Marina Silva para as eleições presidenciais de 2014, mas a então ex-senadora preferiu o PSB. Em 2016, Barroso foi novamente eleito vereador em Barreirinha.

A partir de 2017, o partido passou por uma série de reformas internas para incorporar uma candidatura do então deputado Jair Bolsonaro para sua campanha presidencial, adequando seu estatuto para um programa conservador e adotando o nome "Patriota". Bolsonaro preferiu concorrer pelo PSL, mas manteve a proximidade com a sigla de Adilson Barroso. Nas eleições de 2018, a legenda lançou sua própria chapa puro-sangue ao Planalto, escolhendo Cabo Daciolo como candidato.

Adilson retomou em 2021 a articulação e as reformas internas para trazer Bolsonaro, naquele momento sem partido, à sigla. O movimento desagradou os dois lados: o então presidente negou a oferta por se irritar com uma ação judicial apresentada pelo Patriota em 2016 contra a prisão em segunda instância. No outro lado, muitos dirigentes da sigla acusaram Barroso de agir sem o consentimento dos filiados, e conseguiram uma liminar pelo seu afastamento do comando partidário.

Expulso do partido por ele próprio fundado, Adilson Barroso se juntou a Bolsonaro no PL, alcançando 62 mil votos para deputado federal em 2022. Com isso, assumiu a primeira suplência da sigla. Como congressista, apresentou 34 projetos em nome próprio. Em todos os anos da atual legislatura, assumiu vaga como titular da Comissão de Agricultura, e foi suplente nas de Minas e Energia, Relações Exteriores e Viação e Transportes.

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