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Flávio e aliados criticam ruído em cela de Bolsonaro: "Tortura"

Além do senador, os deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB) também repudiaram o tratamento recebido pelo ex-presidente.

13/1/2026
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (13) que Jair Bolsonaro está sendo "torturado psicologicamente" com o ruído sonoro na cela onde está preso. A declaração se refere ao barulho dos aparelhos de ar condicionado da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

Segundo contou Flávio em entrevista coletiva, é possível mensurar a poluição sonora já na sala em que o ex-presidente recebe visitas, mas a situação é "muito pior" no quarto onde Bolsonaro dorme.

O filho do ex-mandatário afirmou que a defesa continua trabalhando em pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária.

"Ele está sendo torturado psicologicamente, sendo obrigado a ficar 12 horas por dia dormindo com um barulho desse no seu ouvido. Isso não existe, isso é uma tortura que tem que mudar. Os advogados estão trabalhando para que ele possa ir para o lugar onde a lei determina que pessoas na condição dele tem que ir, que é a prisão domiciliar humanitária."

Conforme previsto no Código Penal (2.848/1940), a prisão domiciliar humanitária é assegurada a idosos acima de 80 anos, doentes graves sem assistência adequada no presídio, gestantes, responsáveis por menores de até 12 anos ou por pessoas com deficiência.

Aliados corroboram com o argumento

Em publicação conjunta nas redes sociais, os deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB) fizeram afirmação semelhante em relação ao tratamento recebido por Bolsonaro, que, segundo os parlamentares, é "pior do que corruptos e criminosos hediondos".

"O que estão fazendo com o presidente Bolsonaro vai muito além de humilhação: é tortura física e psicológica. Um homem inocente, idoso e com sérios problemas de saúde, tratado pior do que corruptos e criminosos hediondos. A perversidade é chocante. Querem destruí-lo. A prisão domiciliar é o mínimo diante desse quadro."

Esta não é a primeira vez que apoiadores do ex-presidente reclamam da cela onde Bolsonaro cumpre sentença por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Na última terça-feira (6), o vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que o ex-presidente está detido em condições insalubres.

Ele classificou o ruído como "som constante que irrita qualquer pessoa" e apontou outros problemas estruturais nas acomodações do ex-mandatário.

A defesa de Bolsonaro chegou a solicitar ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determinasse medidas corretivas ao ruídos, mas a Polícia Federal atribuiu o barulho à proximidade com a central do sistema de climatização do prédio.

Em ofício enviado ao Supremo, a PF afirmou que o problema não pode ser resolvido sem operações extensas que demandam a paralisação de toda a Superintendência.

O ex-presidente está preso na Superintendência desde 22 de novembro de 2025, após tentar violar a tornozeleira eletrônica que utilizava durante prisão domiciliar. A condenação prevê 27 anos e três meses, sendo 24 anos e nove meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção.

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