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Fundo Garantidor emite alerta de golpe sobre indenizações do Master

FGC alertou que criminosos estão se passando pela instituição para obter dados de clientes atingidos pela liquidação do Banco Master.

26/1/2026
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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) alertou para o aumento de golpes que exploram o pagamento de indenizações a clientes do Banco Master. Desde o início da liberação dos recursos, fraudadores têm usado o interesse de correntistas e investidores pelo ressarcimento para aplicar crimes, valendo-se indevidamente do nome do FGC, de instituições financeiras e até de órgãos públicos. O aviso foi divulgado em nota conjunta com entidades do sistema financeiro.

Os golpes identificados envolvem comunicações falsas que simulam contatos oficiais, além da criação de links, páginas e aplicativos fraudulentos destinados a capturar dados pessoais e bancários. Também foram registradas tentativas de cobrança de taxas inexistentes e promessas enganosas de liberação mais rápida dos valores, práticas que buscam induzir as vítimas ao erro e causar prejuízos financeiros.

Fundo orienta credores de indenização a não aceitar comunicação fora dos canais oficiais.Rovena Rosa/Agência Brasil

Diante desse cenário, o FGC reforça que os clientes devem buscar informações apenas nos canais institucionais e desconfiar de abordagens que ofereçam facilidades ou solicitem dados fora dos meios oficiais. O fundo ressalta que não há cobrança de qualquer taxa para o recebimento da garantia e que a atenção no uso de serviços digitais é fundamental para evitar fraudes durante o processo de indenização.

Até o fim da tarde da última sexta-feira, o FGC já havia desembolsado R$ 26 bilhões em indenizações, beneficiando mais de 520 mil pessoas, o que corresponde a cerca de dois terços do total de clientes com direito aos recursos. Com o processamento contínuo dos pedidos e a inclusão do Will Bank, também liquidado pelo Banco Central, a expectativa é de que o valor total das indenizações alcance R$ 47 bilhões.

Bancos liquidados

O Banco Central determinou em novembro a liquidação do Banco Master em resposta à descoberta de fraude financeira por parte da Polícia Federal na operação Compliance Zero. Neste mês de janeiro, foi determinada também a liquidação do Will Bank, braço financeiro do Master. O FGC é o órgão responsável por garantir o ressarcimento aos clientes afetados pela liquidação.

O desembolso total estimado é de R$ 40,6 bilhões para aproximadamente 800 mil investidores, o maior pagamento já realizado pelo fundo.

Nesta segunda-feira (26), a Polícia Federal também começou a ouvir ex-diretores do Master e do Banco de Brasília (BRB), além de empresários ligados aos investigados ,entre eles Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

O inquérito apura possíveis crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, relacionados à negociação de carteiras de crédito que teriam sido vendidas ao BRB, mas que seriam supostamente inexistentes.

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