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ALERTA DE GOLPE
Congresso em Foco
26/1/2026 18:20
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) alertou para o aumento de golpes que exploram o pagamento de indenizações a clientes do Banco Master. Desde o início da liberação dos recursos, fraudadores têm usado o interesse de correntistas e investidores pelo ressarcimento para aplicar crimes, valendo-se indevidamente do nome do FGC, de instituições financeiras e até de órgãos públicos. O aviso foi divulgado em nota conjunta com entidades do sistema financeiro.
Os golpes identificados envolvem comunicações falsas que simulam contatos oficiais, além da criação de links, páginas e aplicativos fraudulentos destinados a capturar dados pessoais e bancários. Também foram registradas tentativas de cobrança de taxas inexistentes e promessas enganosas de liberação mais rápida dos valores, práticas que buscam induzir as vítimas ao erro e causar prejuízos financeiros.
Diante desse cenário, o FGC reforça que os clientes devem buscar informações apenas nos canais institucionais e desconfiar de abordagens que ofereçam facilidades ou solicitem dados fora dos meios oficiais. O fundo ressalta que não há cobrança de qualquer taxa para o recebimento da garantia e que a atenção no uso de serviços digitais é fundamental para evitar fraudes durante o processo de indenização.
Até o fim da tarde da última sexta-feira, o FGC já havia desembolsado R$ 26 bilhões em indenizações, beneficiando mais de 520 mil pessoas, o que corresponde a cerca de dois terços do total de clientes com direito aos recursos. Com o processamento contínuo dos pedidos e a inclusão do Will Bank, também liquidado pelo Banco Central, a expectativa é de que o valor total das indenizações alcance R$ 47 bilhões.
Bancos liquidados
O Banco Central determinou em novembro a liquidação do Banco Master em resposta à descoberta de fraude financeira por parte da Polícia Federal na operação Compliance Zero. Neste mês de janeiro, foi determinada também a liquidação do Will Bank, braço financeiro do Master. O FGC é o órgão responsável por garantir o ressarcimento aos clientes afetados pela liquidação.
O desembolso total estimado é de R$ 40,6 bilhões para aproximadamente 800 mil investidores, o maior pagamento já realizado pelo fundo.
Nesta segunda-feira (26), a Polícia Federal também começou a ouvir ex-diretores do Master e do Banco de Brasília (BRB), além de empresários ligados aos investigados ,entre eles Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, proprietário do Master.
O inquérito apura possíveis crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, relacionados à negociação de carteiras de crédito que teriam sido vendidas ao BRB, mas que seriam supostamente inexistentes.
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