O presidente Lula se pronunciou em suas redes sociais nesta terça-feira (27), publicando um texto em homenagem ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Segundo o chefe de governo, "o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso" foram as peças fundamentais para o cometimento do genocídio contra judeus, ciganos, eslavos e outras etnias por parte da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
O texto foi publicado poucas horas depois do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se prepara para ser seu adversário nas eleições presidenciais em outubro, tê-lo chamado de "antissemita" durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém.
Lula relembrou que ele próprio atuou na Organização das Nações Unidas (ONU) para o reconhecimento do dia internacional. "Ainda em 2004, em encontro com Israel Singer, do Congresso Judaico Mundial, assinei a petição à ONU para instituir o 27 de janeiro - referente ao dia em que as atrocidades do campo de concentração de Auschwitz foram reveladas - como uma data oficial".
A data, ao seu ver, é uma oportunidade de "recordar os que perderam suas vidas e prestar solidariedade às milhões de famílias destruídas e ao sofrimento de todo um povo", bem como de "defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações".
Veja a publicação do presidente Lula:
Aceno no Senado
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também postou em homenagem às vítimas do Holocausto. Ele próprio é judeu, filho de poloneses que fugiram da Europa na década de 1930 com a ascensão do antissemitismo. Ele destacou o impacto do episódio para a geopolítica mundial.
"Foi naquele momento que líderes mundiais se viram impulsionados a criar a ONU, um mecanismo para resolver disputas pacificamente. Que possamos respeitar e conviver com pessoas de todas as origens, etnias e credos", apontou.
Acusação de Flávio
Durante palestra nesta terça em Jerusalém, Flávio Bolsonaro acusou expressamente: "Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é um exagero. Isso se baseia em suas ideias, suas palavras e suas ações".
O senador acusou o petista de alinhamento com o Hamas durante a onda de ataques a Israel em outubro de 2023. "Enquanto Israel ainda lamentava suas vítimas, Lula se apressou em acusar Israel. Quando os cidadãos brasileiros deixaram Gaza em novembro de 2023, Lula aproveitou o momento não para condenar o Hamas, mas para atacar Israel. Lula ultrapassou um limite moral ao comparar as ações de Israel ao Holocausto", declarou.