O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou, nesta segunda-feira (2), um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para investigar o caso do Banco Master. O requerimento reúne 201 assinaturas, acima do mínimo exigido de 171 apoios.
A CPI tem como foco a negociação de cerca de R$ 12 bilhões em títulos e carteiras de crédito considerados sem lastro ou de qualidade duvidosa, adquiridos pelo Banco de Brasília (BRB) junto ao Banco Master. Segundo Rollemberg, as operações colocaram em risco recursos públicos do banco estatal do Distrito Federal.
Em depoimento à Polícia Federal, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, afirmou que a provisão de recursos que o BRB poderá ser obrigado a constituir para cobrir eventuais prejuízos pode chegar a R$ 5 bilhões. Para o deputado, trata-se do "maior escândalo financeiro da história do Brasil".
"É fundamental investigar todos os laços e todas as conexões políticas que o Daniel Vorcaro construiu ao longo dos anos com governos estaduais, como o do Distrito Federal, e com os diversos poderes, o que permitiu que ele protagonizasse esse que é o maior escândalo financeiro da história do Brasil."
O pedido aguarda despacho do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para leitura em plenário e início do processo de instalação.
Outros pedidos
Além da iniciativa de Rollemberg, há outros pedidos de investigação em andamento no Congresso. No Senado, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirma ter reunido 42 assinaturas para a criação de uma CPI sobre o caso, acima do mínimo exigido de 27 apoios, embora a lista ainda não tenha sido divulgada. A decisão depende do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP).
Na Câmara, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) articula um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que, segundo a oposição, já conta com 177 assinaturas de deputados e 28 de senadores. Há ainda um segundo requerimento de CPMI, liderado pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS).