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Haddad sobre caso Master: "Não tinha muito o que fazer"

Ministro diz que regras não foram robustas o suficiente e que reformas estão em discussão para evitar novos episódios.

11/2/2026
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a descoberta da fraude bilionária no Banco Master deixou pouca margem de ação às autoridades e reforçou que a apuração de responsabilidades cabe aos órgãos competentes. Segundo ele, as investigações em curso no Banco Central, na Polícia Federal e no Ministério Público devem esclarecer eventuais falhas e responsabilidades no caso.

Haddad relatou que o Banco Master teve crescimento exponencial até 2024, o que chamou atenção após a posse de Gabriel Galípolo no Banco Central. A partir de uma análise mais aprofundada, foi identificada uma situação considerada preocupante, que culminou na descoberta da fraude estimada em 12 bilhões de reais. Diante desse cenário, o ministro afirmou que "não havia muito o que fazer diante de uma fraude desse tamanho."

Questionado sobre possível negligência na supervisão anterior, o ministro evitou emitir juízo direto e afirmou que essa avaliação cabe às instâncias responsáveis pela investigação.

Haddad explicou que não lhe cabe investigar, mas contextualizou a atuação da Receita Federal, que já havia identificado indícios de irregularidades em operação anterior envolvendo a Reag, na qual o Master aparecia relacionado. Ele também chamou atenção para o tamanho da incerteza patrimonial, ao mencionar que o banco apresentava um balanço de 80 bilhões de reais sem clareza sobre o real valor dos ativos registrados.

Ao tratar das consequências institucionais do episódio, o ministro afirmou que o caso expôs fragilidades regulatórias que precisam ser enfrentadas.

Haddad sustentou, ainda, que a legislação não se mostrou suficientemente robusta para impedir uma operação dessa magnitude e defendeu o fechamento de brechas que permitiram a fraude. O ministro afirmou que ninguém deseja repetir uma situação semelhante e que mudanças estruturais estão em discussão.

Embora tenha ressaltado que não se tratou de um risco sistêmico para o sistema financeiro, Haddad classificou o episódio como grave e indicou que o Banco Central debate ajustes mais amplos nas regras relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos para fortalecer o arcabouço regulatório e evitar novos episódios dessa natureza.

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