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Nikolas confirma ter voado em avião de Vorcaro: "não sabia quem era"

Deputado admitiu ter voado em aeronave pertencente a Daniel Vorcaro durante ato de campanha de Bolsonaro em 2022.

3/3/2026
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O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), 1º vice-líder da oposição na Câmara, confirmou nesta terça-feira (3) que viajou em uma aeronave pertencente a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante as eleições de 2022. Em nota, o congressista disse não ter conhecimento na época sobre quem era o dono do avião, e que não havia qualquer indício de irregularidade a respeito da propriedade do veículo.

"Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político 'Juventude pelo Brasil' e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento", disse Nikolas. O evento político em questão foi uma caravana itinerante, liderada por Nikolas e pelo pastor evangélico Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha. Juntos, os dois circularam entre Estados onde o presidente Lula, ainda candidato, obteve maioria de votos no primeiro turno.

"À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião", reforçou Nikolas. "Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro", completou.

Segundo o deputado, "mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento".

O deputado também comentou o episódio em suas redes sociais:

Desde a deflagração da operação Compliance Zero, em 2025, Nikolas Ferreira mantém o tom crítico em relação ao escândalo do Banco Master e a Daniel Vorcaro, a quem cobra a responsabilização pela fraude financeira. No início de 2026, durante o recesso parlamentar, o deputado promoveu uma caminhada do noroeste de Minas Gerais até Brasília.

No final do percurso, se pronunciou em manifestação, defendendo a criação de uma CPMI para investigar o banco. Ele é signatário do requerimento apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que reuniu apoio entre parlamentares de oposição.

Veja a íntegra da nota de Nikolas Ferreira:

"Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político "Juventude pelo Brasil" e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.

À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro.

Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento".

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