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Inelegível, Pablo Marçal deixa PRTB e se filia ao União Brasil

Filiação será oficializada em cerimônia nesta sexta-feira (6).

4/3/2026
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Inelegível até 2032, o influenciador Pablo Marçal anunciou que se filiará ao União Brasil em cerimônia nesta sexta-feira (6). Com a mudança partidária, Marçal deixará o PRTB, partido pelo qual concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024.

Em julho de 2025, pela terceira vez, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) declarou o influenciador digital e empresário inelegível por oito anos. Marçal foi acusado de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e captação ilícita de recursos durante a campanha à Prefeitura de São Paulo.

A decisão se somou a duas condenações anteriores. Em fevereiro, Marçal foi declarado inelegível após oferecer apoio político em troca de um Pix de R$ 5 mil. Em abril, foi multado em R$ 420 mil por descumprir uma ordem judicial no mesmo processo, movido pelo PSB, partido que questionou sua candidatura.

Pablo Marçal está inelegível até 2032.Rubens Cavallari/Folhapress

Neste ano, a Justiça Estadual de São Paulo condenou o empresário ao pagamento de R$ 100 mil em danos morais ao ministro-chefe da Secretaria-Geral do Planalto, Guilherme Boulos. Na semana passada, Marçal aceitou um acordo com o Ministério Público Eleitoral para suspender por dois anos outra ação movida por Boulos.

Ainda por práticas relacionadas às eleições municipais de 2024, em novembro do ano passado, a 1ª Zona Eleitoral de São Paulo condenou o empresário novamente. Desta vez, ao pagamento indenizatório de R$ 305 mil, valor equivalente a 200 salários mínimos, à deputada Tabata Amaral (PSB-SP) por difamação.

Carreira política

Além de disputar a Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal foi pré-candidato à Presidência da República em 2022 pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Pouco após o anúncio, no entanto, o presidente da legenda retirou a candidatura e declarou apoio a Luiz Inácio Lula da Silva, em aliança com o PT.

Naquele mesmo ano, Marçal tentou concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Sua candidatura chegou a tramitar sub judice, mas foi indeferida pelo TRE-SP por problemas na documentação. A decisão chegou a ser revertida judicialmente, o que o colocou entre os deputados eleitos, porém a candidatura acabou novamente barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Marçal concorreu pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Ele terminou em terceiro lugar e não avançou ao segundo turno, que foi disputado entre Guilherme Boulos e Ricardo Nunes. Nunes venceu a eleição com 59,35% dos votos. As condenações contra Marçal ocorreram após o pleito.

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