A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara aprovou, nesta terça-feira (10), três requerimentos relacionados à morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário". Ele era apontado por investigadores como coordenador de um grupo de vigilância e intimidação ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Um dos pedidos prevê a realização de visita técnica às dependências da Polícia Federal do Brasil em Minas Gerais, onde Mourão estava detido. O objetivo é verificar as condições da custódia e da cela em que ele se encontrava quando teria atentado contra a própria vida.
Outro requerimento solicita o envio de indicação à Procuradoria-Geral da República para sugerir a adoção de providências destinadas a apurar as circunstâncias da morte.
Há ainda um pedido para que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, seja convidado a prestar esclarecimentos à comissão sobre o caso. As iniciativas foram apresentadas pelo deputado Evair de Melo (PP-ES).
Sicário
Luiz Phillipi tentou tirar a própria vida na última quarta-feira (4), enquanto estava sob custódia da Polícia Federal na superintendência regional da corporação em Belo Horizonte. Após o episódio, ele foi encaminhado ao Hospital João XXIII, onde morreu no domingo (8).
Segundo as investigações da Polícia Federal, Mourão integraria um grupo criminoso associado a Daniel Vorcaro. A organização, chamada pelos investigadores de "A Turma", teria mantido uma estrutura própria de vigilância e coerção privada.
De acordo com a corporação, ele atuava na coleta de informações e no monitoramento de pessoas consideradas de interesse do grupo, além de desempenhar funções operacionais ligadas ao banqueiro.
As apurações indicam ainda que Mourão realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança e investigação.