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CGU tem liberdade de investigar no governo Lula, diz Vinicius Carvalho

Ministro da CGU avalia que granho de protagonismo da CGU no combate à corrupção é fruto do respeito à autonomia da pasta.

11/3/2026
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A Controladoria-Geral da União (CGU), órgão ministerial encarregado de assegurar a lisura e transparência nas ações e na conduta de servidores de todos os órgãos governamentais, consolidou-se nos últimos anos como um dos principais protagonistas no enfrentamento à corrupção no Brasil.

Tanto os exercícios de 2024 quanto de 2025 foram marcados por recordes no número de processos administrativos abertos para o atendimento de denúncias, incluindo a atuação na Operação Sem Desconto, que desbaratou um esquema de R$ 6,3 bilhões em desvios de pensões e aposentadorias no INSS a partir de descontos associativos irregulares.

Em entrevista ao Congresso em Foco, o ministro-chefe da CGU, Vinicius Carvalho, declarou que o ganho de protagonismo da Controladoria é fruto de uma decisão política do governo de assegurar a independência de sua atividade. "No governo do presidente Lula, a gente de fato investiga. A gente não deixa nada para debaixo do tapete. A nossa intenção é sempre poder apurar, poder investigar".

Confira sua fala:

Na avaliação do ministro, esquemas de grande escala como a fraude do INSS resultam da falta de interesse em gestões anteriores em levar investigações adiante. "Esses casos que têm aparecido são casos que vieram lá de trás. Se tivessem sido investigados lá atrás, talvez hoje a gente não tivesse descoberto escândalos com a magnitude que a gente descobriu".

A tendência, ao seu ver, é de permanência do aprofundamento das atividades da Controladoria. "Felizmente esta é uma agenda de Estado que a gente espera que venha para ficar, e o trabalho da CGU vai estar sempre presente em defesa do Estado e da cidadania".

Recado a futuros juristas

A entrevista foi concedida durante o lançamento da segunda edição da obra Cartas a um jovem juiz: cada processo hospeda uma vida, do ministro aposentado do STJ Cesar Asfor Rocha. A obra, recém lançada, retoma reflexões construídas ao longo de sua experiência na magistratura e na advocacia.

Em vez do formato tradicional dos tratados jurídicos, o livro adota o registro epistolar para tratar de temas como ética, responsabilidade institucional e a dimensão humana das decisões judiciais.

Vinícius Carvalho ressaltou a importância de trabalhos como este para a formação de futuros juristas. "A experiência de um juiz que atuou durante tantos anos na magistratura pode trazer muita contribuição para os jovens que estão ingressando na magistratura e também para os advogados, porque são experiências muito ricas".

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