O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, passou a incorporar apresentações com música e dança em comícios com aliados. A estratégia marca uma mudança no estilo de comunicação do parlamentar, que busca se aproximar do público e suavizar sua imagem.
Nos encontros com apoiadores, Flávio tem aparecido fazendo dancinhas ao som da música "Zero Um, Novo Capitão", interpretada por Crissy CG e MSCostaG.
A letra faz referências diretas à trajetória política da família Bolsonaro e projeta a disputa eleitoral de 2026, com menções ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à ideia de continuidade do grupo político. Expressões como "o legado tá vivo" e "o novo presidente vai subir a rampa" reforçam o tom de mobilização entre apoiadores.
Mudança de estilo
A presença das chamadas "dancinhas" indica uma tentativa de adaptação da comunicação política, com foco em formatos mais informais e de fácil circulação nas redes sociais.
O movimento acompanha uma tendência já explorada por outros atores políticos, que utilizam música, humor e linguagem mais leve para ampliar engajamento, especialmente entre públicos mais jovens.
No caso de Flávio Bolsonaro, a estratégia também é vista como uma forma de suavizar a imagem pública associada ao bolsonarismo, tradicionalmente marcada por discursos mais duros.
Discurso e identidade política
Apesar da mudança na forma, o conteúdo da mensagem permanece alinhado às bases do grupo político. A música utilizada nos eventos reforça elementos recorrentes do discurso bolsonarista, como referências à família, à religião e à figura do "capitão", em alusão ao ex-presidente.
A pré-campanha de Flávio ocorre em um momento de reorganização da direita para as eleições de 2026.
As apresentações têm gerado reações distintas. Enquanto apoiadores reproduzem os vídeos e participam das coreografias, adversários criticam o formato adotado.
Ainda assim, o uso de música e performance tem ampliado a visibilidade do senador fora do ambiente institucional e reforçado sua presença nas redes sociais, onde a disputa por atenção se tornou parte central da estratégia política.