A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto de resolução 4/2025, que prevê a criação da Frente Parlamentar Antiwoke. A matéria, apresentada pelo vereador Lucas Pavanato (PL) e relatada por Silvão Leite (União) segue para votação em plenário.
A proposta cria, no âmbito da Casa, um grupo suprapartidário voltado ao acompanhamento de propostas legislativas e políticas públicas associadas ao que o autor chama de "movimento woke", descrito como grupo ligado a "narrativas e linhas de pensamento como a militância LGBTQIA+, ideologia de gênero, feminismo, aborto e demais pautas progressistas".
De acordo com o texto, a frente terá como atribuições promover valores cristãos, além de monitorar iniciativas consideradas alinhadas ao movimento e propor ações legislativas no município. A adesão será aberta a todos os vereadores e as reuniões serão públicas, com divulgação prévia de pautas e datas .
O projeto também sustenta que a frente busca "impedir os avanços dessa ideologia nefasta, preservando o direito à liberdade de expressão" e afirma que o formato suprapartidário "garante sua ampla representatividade e permite o melhor desenvolvimento de propostas equilibradas e respeitosas à pluralidade da sociedade paulistana".
O projeto tem coautoria de Rubinho Nunes (União), Adrilles Jorge (União) e Sonaira Fernandes (PL). Votaram contra Luna Zarattini (PT), Silvia da Bancada Feminista (Psol) e Thammy Miranda (PSD). "Vou registrar voto contrário e até perguntar para os outros vereadores se sabem do que se trata esse tipo de projeto", acrescentou Luna durante a discussão.
Após a aprovação, Pavanato se pronunciou em resposta. "Há muito tempo o pessoal vem trazendo ideologias estrangeiras, inclusive, que tentam distorcer ali qual é o papel da mulher e outras questões mais. E não tem nenhum contraponto, ninguém pode discordar. Por isso essa frente parlamentar é importante, para que a gente possa trazer discussão para dentro dessa casa".