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Malafaia critica programas sociais e pede doações para novo avião

Pastor justificou que seu avião é um instrumento de trabalho, que já está velho.

30/3/2026
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O pastor Silas Malafaia respondeu a acusações sobre uso de recursos da igreja, compra de avião e patrimônio pessoal. Líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ele afirmou que foi atacado por um "pastor esquerdopata", que o teria caluniado e distorcido princípios bíblicos ao dizer que "o dinheiro da igreja é para ser dividido entre os membros".

Diante da declaração, o pastor justificou que seu avião é um instrumento de trabalho, que já está velho, e disse orar para que Deus "abra porta e toque pessoas" a doarem para seu novo avião.

"O avião que eu comprei hoje está bem velho, ele é um avião 1985, está bem conservado, e eu estou precisando trocar. Estou orando a Deus para me abrir portas, para tocar em pessoas, porque eu preciso de um avião mais novo. E não é meu, é uma ferramenta de trabalho. Se você não precisa, é uma questão sua. Não julgue os outros por você."

As críticas, segundo Malafaia, começaram após ele declarar que nenhuma nação prospera quando a força de trabalho é menor do que o número de pessoas beneficiadas por programas de governo. O pastor reiterou que seu comentário possui embasamento sociológico e econômico.

Ao citar "o comunismo que faliu na União Soviética e está falindo em Cuba e na Coreia do Norte", o pastor afirmou que o Estado busca colocar as pessoas "numa linha abaixo economicamente" para que se tornem dependentes de programas do governo. Malafaia defendeu que existe uma elite política interessada em manter parte da população em condição de dependência econômica. Segundo o pastor, isso acontece quando pessoas que teriam condições de trabalhar acabam sendo mantidas vinculadas a benefícios governamentais.

O pastor deixou claro, porém, que não está se referindo àqueles que de fato necessitam de assistência, mas aos casos em que, na visão dele, o benefício seria usado como mecanismo de manipulação. Para o líder religioso, isso configura uma "verdadeira compra de voto disfarçada".

Malafaia relembrou sua trajetória como conferencista para rebater as críticas quanto ao uso de recursos da igreja para "comprar mansões e aviões". Segundo o pastor, foram 28 anos vivendo de ofertas voluntárias recebidas em ministrações e da venda de materiais próprios.

Ele estimou ter vendido mais de 10 milhões de livros e cerca de 4 milhões de palestras em DVD, e disse que a maior parte do dinheiro arrecadado nesse período foi destinada à obra de evangelização. De acordo com Malafaia, 90% dos recursos foram doados para a expansão do trabalho evangelístico, enquanto os 10% restantes serviram para sustentar sua família e comprar a casa onde vive até hoje.

Malafaia chamou de "aberração teológica" a ideia de que o dinheiro arrecadado com ofertas e dízimos é para os fiéis. Segundo ele, o "pastor esquerdopata" que o confrontou com essa afirmação está "fazendo confusão".

"Você está de brincadeira, onde é que está isso na Bíblia? Que doutrina é essa? Você está fazendo uma confusão. Os cristãos da igreja primitiva resolveram voluntariamente doar propriedades, riquezas com aqueles que não tinham. Uma decisão pessoal do cristianismo, obras são pessoais. O dinheiro da igreja, biblicamente falando, é para a manutenção da casa e para a expansão do reino de Deus na Terra."
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