Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Câmara dos Deputados
Congresso em Foco
23/5/2026 17:00
A deputada Luizianne Lins (Rede-CE) apresentou à Câmara dos Deputados o projeto de lei 2.418/2026, que torna obrigatório o monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica que envolvam o uso de armas ou lesões corporais graves e gravíssimas contra mulheres.
Em alteração à Lei Maria da Penha (11.340/2006), o texto determina que juízes passem a impor obrigatoriamente o uso de tornozeleira eletrônica em situações consideradas de maior risco para a vítima. Atualmente, o monitoramento eletrônico já pode ser aplicado pela Justiça como medida cautelar prevista no Código de Processo Penal, mas é condicionado à avaliação individual do magistrado em cada caso.
O projeto muda essa lógica ao transformar a medida em obrigatória nos casos em que houver uso de arma de fogo, uso de arma branca ou agressões que resultem em lesão corporal grave ou gravíssima. Segundo a proposta, a fiscalização eletrônica funcionaria como barreira tecnológica para impedir aproximações indevidas e aumentar a efetividade das medidas protetivas.
Hoje, a Lei Maria da Penha permite ao juiz aplicar medidas como afastamento do lar, proibição de aproximação da vítima, proibição de contato, suspensão do porte de arma, prisão preventiva e monitoramento eletrônico. No entanto, a imposição da tornozeleira eletrônica não é obrigatória nem automática.
Luizianne Lins argumentou que o uso frequente de facas, facões e objetos domésticos em crimes de violência doméstica demonstra alto grau de periculosidade e escalada da agressão.
O projeto também mencionou um caso ocorrido em Quixeramobim (CE), envolvendo amputação de membro da vítima durante agressão doméstica. Segundo a deputada, episódios de mutilação e violência extrema evidenciam a necessidade de fortalecimento das medidas protetivas e maior uso de tecnologia de monitoramento.
"Em cenários de violência extrema, como o uso de facões, a periculosidade do agressor é imediata. A obrigatoriedade da tornozeleira eletrônica retira da vítima o ônus de vigiar o agressor e transfere ao Estado a fiscalização em tempo real."
Na Câmara, a proposta aguarda distribuição para comissões temáticas antes de ser votada em Plenário.
Temas
LEIA MAIS
SEGURANÇA PÚBLICA
Deputado propõe reduzir reserva remunerada de policiais para 33 anos
Câmara dos Deputados
Duda Salabert propõe vínculo automático para PJ com subordinação