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BRB pede ao STF para reservar recursos do Master para cobrir prejuízos

Banco quer garantir que valores recuperados na Operação Compliance Zero sejam vinculados ao ressarcimento de prejuízos causados por fraudes investigadas pela PF.

6/4/2026
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O Banco de Brasília (BRB) acionou o STF para tentar garantir a reserva de recursos que possam ser usados no ressarcimento de prejuízos causados pelas fraudes investigadas nas operações com o Banco Master.

Em comunicado enviado ao mercado financeiro, a instituição pediu que eventuais acordos de delação premiada em negociação com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) contemplem a reparação das partes lesadas, com a vinculação de valores eventualmente recuperados ao longo das investigações.

Segundo o banco, a medida busca assegurar a "reserva, segregação e vinculação" de bens, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, bloqueados, repatriados ou ofertados no contexto da apuração, inclusive em futuras colaborações premiadas.

O BRB enviou um comunicado ao mercado informando o pedido. Renato S. Cerqueira/Ato Press/Folhapress

Na prática, o pedido tenta garantir que recursos recuperados pela Justiça não sejam destinados a outros fins antes da definição do ressarcimento ao próprio BRB e demais possíveis prejudicados.

O caso está inserido na Operação Compliance Zero, deflagrada para investigar um suposto esquema de concessão de créditos falsos pelo Banco Master. As apurações também alcançam a tentativa de compra da instituição privada pelo BRB. Segundo a Polícia Federal, as suspeitas preliminares apontam para fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões.

Até o momento, o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e o cunhado dele, Fabiano Zettel, estão presos e negociam acordos de delação premiada com as autoridades.

O movimento do BRB no Supremo ocorre em meio ao avanço das negociações dessas colaborações, que podem envolver bloqueio, recuperação e eventual repatriação de ativos relacionados ao caso. A estratégia do banco é tentar assegurar, desde já, prioridade sobre parte desses valores, caso a Justiça reconheça os prejuízos decorrentes das operações sob suspeita.

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