Notícias

Hugo Motta marca para a próxima semana votação de vaga ao TCU

Presidente da Câmara afirma que escolha seguirá integralmente o rito previsto no regimento interno da Casa.

7/4/2026
Publicidade
Expandir publicidade

A Câmara dos Deputados vai realizar na próxima semana a votação para escolher o novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) na vaga destinada à Casa. A confirmação foi feita nesta terça-feira (7) pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em fala a jornalistas.

"Nós vamos cumprir integralmente o rito já pré-estabelecido pelo regimento interno da Câmara dos Deputados."

Segundo o presidente, a instalação antecipada das urnas no Plenário durante o feriado não representou qualquer atropelo do processo. Ele explicou que a montagem das cabines de votação demanda mais de um dia e precisou ser concluída antes da reunião do Colégio de Líderes, que definiu a tramitação da escolha da vaga da Câmara no tribunal.

A partir desta terça, os partidos com representação na Casa já poderão apresentar indicações. O prazo se encerra nesta quarta-feira (8). Depois das inscrições, a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) terá até três dias úteis para realizar a sabatina dos concorrentes.

Os nomes aprovados seguirão ao Plenário, onde a eleição ocorrerá em turno único e voto secreto, com previsão para a próxima terça-feira (14).

O candidato ou candidata mais votado será o nome escolhido pela Câmara para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.

Como funciona a escolha

O TCU é composto por nove ministros:

  • Seis escolhidos pelo Congresso Nacional (três pela Câmara e três pelo Senado);
  • Três indicados pelo presidente da República, sendo dois oriundos da carreira técnica do tribunal.

Após a eleição interna, o nome precisa passar por sabatina e votação no Senado antes da nomeação formal. O cargo é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos.

Os requisitos constitucionais

O artigo 73 da Constituição exige que o indicado:

  • tenha entre 35 e 70 anos;
  • possua idoneidade moral e reputação ilibada;
  • detenha notório saber jurídico, contábil, econômico, financeiro ou de administração pública;
  • comprove mais de dez anos de experiência profissional compatível.
  • Esses critérios não são meramente políticos; são exigências constitucionais.
Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos