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PT fecha apoio a Eduardo Paes no Rio e lança Benedita ao Senado

Diretório estadual aprova por unanimidade aliança com o PSD para a disputa ao Palácio Guanabara e defende eleição direta para o mandato-tampão no Estado.

19/4/2026
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O diretório estadual do PT no Rio de Janeiro aprovou por unanimidade, nesse sábado (18), o apoio à candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) ao governo do Estado. Na mesma reunião, o partido também confirmou a indicação da deputada federal Benedita da Silva para o Senado na chapa encabeçada pelo ex-prefeito carioca. A decisão consolida o palanque petista no Estado para a eleição de 2026 e reforça a aproximação entre o PT fluminense e Paes, que já vinha sendo tratada como prioridade pela direção regional desde o início do ano.

Mesmo com a candidatura de Ronaldo Caiado pelo PSD ao Planalto, Paes deve apoiar a reeleição de Lula.Ricardo Stuckert/PR

A resolução aprovada pelo partido associa a aliança a um projeto político mais amplo, vinculado à reeleição do presidente Lula. Em janeiro, o PT do Rio já havia divulgado nota afirmando que o palanque de Paes seria o mais importante no Estado para o projeto nacional de Lula e desautorizando movimentos internos que defendiam uma candidatura própria ao governo fluminense.

Paes já declarou que apoiará a reeleição de Lula, embora seu partido tenha Ronaldo Caiado (PSD) como pré-candidato ao Planalto.

O apoio formalizado agora ocorre em meio à crise sucessória aberta no Estado após a renúncia de Cláudio Castro (PL). Sem governador e sem vice no exercício do cargo, o comando do Palácio Guanabara passou interinamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro.

O PT decidiu defender que a escolha do ocupante do mandato-tampão seja feita por eleição direta, argumento apresentado pelo partido como forma de assegurar participação popular e respeito aos princípios democráticos.

A discussão ganhou peso institucional porque a Alerj aprovou, em fevereiro, uma lei complementar prevendo eleição indireta em caso de dupla vacância nos dois últimos anos do mandato. O modelo, porém, entrou em disputa no Supremo Tribunal Federal. Em março, o STF suspendeu trechos da lei fluminense; em abril, o plenário também interrompeu a análise definitiva sobre se a escolha do governador-tampão deve ser indireta, pela Assembleia, ou direta, nas urnas.

A aliança com Paes, no entanto, não nasceu agora. Em 2024, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, oficializou apoio à reeleição do então prefeito do Rio, que acabou vitorioso no primeiro turno. Já em 2026, o movimento avançou para o plano estadual depois que Paes deixou a prefeitura em 20 de março para disputar o governo, transmitindo o cargo ao vice Eduardo Cavaliere (PSD).

Apesar do gesto de unidade, a definição da chapa ainda produziu ruído dentro do próprio PT. O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá, afirmou ter sido surpreendido com a exigência de um novo nome para a primeira suplência de Benedita e disse que a composição deverá voltar à discussão em encontro estadual marcado para 23 de maio. Ainda assim, a deliberação deste sábado marca a adesão formal do PT fluminense ao projeto de Paes para o Palácio Guanabara e coloca Benedita no centro da estratégia petista para a disputa majoritária no Rio.

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