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Projeto proíbe hospedagem em hotéis de luxo com recursos públicos

Proposta impede que autoridades públicas ou servidores paguem, com dinheiro público, diárias que superem em mais de 50% a média local.

26/4/2026
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O deputado Sanderson (PL-RS) apresentou à Câmara dos Deputados uma proposta para limitar despesas com hospedagem custeadas com recursos públicos no âmbito da União. O projeto de lei 1.915/2026 proíbe o uso de dinheiro público em hotéis considerados de luxo e fixa um teto para diárias com base nos valores já definidos para servidores federais.

Conforme o texto, a proibição se aplica a autoridades públicas, servidores e qualquer agente que esteja em missão oficial, no Brasil ou no exterior, o que inclui ainda particulares que representem a União em atividades custeadas pelo erário.

O projeto também proíbe práticas que possam burlar os limites, como o fracionamento de despesas ou a omissão de custos para viabilizar hospedagens acima do teto permitido. A proposta estabelece ainda parâmetros para definir quais hospedagens são consideradas de luxo para fins da medida:

  • hotéis com classificação igual ou superior a quatro estrelas;
  • diárias que superem em mais de 50% a média local;
  • inclusão em rankings internacionais de alto padrão.

Projeto estabelece teto de gastos para hospedagem com recursos públicos.Freepik

Além disso, determina que os gastos com hospedagem devem seguir princípios constitucionais da administração pública, como legalidade, moralidade, economicidade e eficiência. Em caso de descumprimento, o texto prevê sanções administrativas, civis e penais para os responsáveis.

Na justificativa, o deputado argumentou que a ausência de critérios claros tem permitido margem excessiva de discricionariedade na escolha de hospedagens, o que pode resultar em gastos incompatíveis com o interesse público. Segundo o autor, a medida busca padronizar regras, evitar privilégios e alinhar as despesas aos princípios constitucionais que regem a administração pública.

"A proposta parte da necessidade de disciplinar, de forma clara, o uso de recursos públicos em despesas com hospedagem custeada pelo erário, especialmente no que se refere à utilização de estabelecimentos de alto padrão, frequentemente caracterizados como estabelecimentos de luxo. A ausência de parâmetros legais objetivos para tais despesas tem permitido margens excessivas de discricionariedade administrativa, o que pode resultar em gastos incompatíveis com os princípios que regem a administração pública."

Na Câmara, a proposta aguarda distribuição para comissões temáticas antes de ser votada em Plenário.

Leia a íntegra.

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