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Amin diz que fim da taxa das blusinhas tem "cheiro de politicagem"

Senador afirmou que a cobrança havia sido aprovada pelo Congresso em 2024 após acordo com o próprio governo para incentivar indústria têxtil.

13/5/2026
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O senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou nesta quarta-feira (13) que a decisão do governo federal de extinguir a chamada "taxa das blusinhas", alíquota de 20% do imposto de importação aplicada a encomendas internacionais de até US$ 50, tem "cheiro de politicagem".

Em pronunciamento por videoconferência, o parlamentar afirmou que a medida foi adotada sem debate prévio e representa prejuízo para a indústria têxtil brasileira. Segundo Amin, a cobrança havia sido aprovada pelo Congresso em 2024 após acordo com o próprio governo.

Na avaliação do parlamentar, o objetivo era proteger empregos e preservar a cadeia produtiva de um setor intensivo em mão de obra, com forte presença de micro e pequenas empresas fornecedoras.

Esperidião Amin afirmou que a taxação ajudava a defender a produção nacional e criticou a mudança de posição do Executivo. Amin argumentou que o setor têxtil depende de medidas de proteção para enfrentar a concorrência externa em condições mais equilibradas.

"Nós adotamos, num acordo com o governo, a taxação da blusinha para defender o emprego da indústria, que mais intensivamente usa mão de obra e gera empregos, portanto, e gera microempresas supridoras na cadeia produtiva da indústria têxtil do Brasil. O governo concordou e agora toma uma decisão, no mínimo com cheiro de politicagem."

O parlamentar também criticou o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres pela demora em resolver as obras no trecho do Morro dos Cavalos, em Santa Catarina.

Segundo o senador, a ANTT ainda não concluiu os procedimentos necessários para transferir à concessionária responsável a execução da obra. Amin afirmou que a lentidão compromete uma intervenção considerada estratégica para a infraestrutura do Estado.

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