A deputada Bia Kicis (PL-DF) negou nesta sexta-feira (15) ter destinado emendas parlamentares a entidades ligadas à produção do filme Dark Horse, que retrata a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. A manifestação ocorre após a abertura de uma apuração pelo ministro Flávio Dino, do STF, que cita a parlamentar.
Bia Kicis afirmou receber com "estranhamento" a ação apresentada pelos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ). A representação acusa possíveis irregularidades na destinação de emendas a um grupo de entidades e empresas vinculadas à produtora Karina Ferreira da Gama. Segundo os autores da petição, há indícios de fragmentação de repasses para dificultar a rastreabilidade dos recursos.
Em publicação nas redes sociais, Bia Kicis contestou diretamente a narrativa apresentada ao Supremo, de que os fatos descritos podem configurar descumprimento das regras de transparência e rastreabilidade das emendas individuais. Segundo a deputada, é falsa a informação de que teria enviado emendas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura para financiar filme ou material audiovisual sobre Jair Bolsonaro.
A deputada afirmou que a emenda de sua autoria voltada à produção audiovisual foi de R$ 150 mil, destinada a um projeto de caráter cultural e educativo, com episódios sobre Portugal, José de Anchieta e Dom Pedro I. De acordo com a parlamentar, a iniciativa busca alcançar mais de 100 mil estudantes e cerca de 500 mil pessoas, além de prever a geração de empregos e impacto econômico superior a R$ 4 milhões.
"A única emenda que foi destinada para produção audiovisual por esta Parlamentar foi no valor de R$150.000,00, para a viabilização de uma iniciativa que contempla a produção dos episódios 'Portugal: Luz para o Brasil', 'José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil' e 'Dom Pedro I: o Libertador', com potencial de alcance superior a 100 mil estudantes e cerca de 500 mil pessoas. O projeto também prevê a geração de mais de 60 empregos diretos e 150 indiretos, além de impacto econômico estimado acima de R$ 4.000.000,00, com ativação de diversos setores produtivos."
Segundo Bia Kicis, o valor sequer foi pago até agora. Por isso, a deputada sustenta que não existe execução financeira da emenda e rejeita qualquer tentativa de associar os recursos à produção de Dark Horse. A parlamentar afirmou que a destinação observou os princípios da administração pública e atendeu ao interesse coletivo, com foco em educação, cultura e economia criativa.
Leia a íntegra da manifestação: