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Eduardo é citado como administrador financeiro do filme "Dark Horse"

Nova reportagem do Intercept apontou Eduardo Bolsonaro como responsável pela gestão de recursos da obra cinematográfica.

15/5/2026
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Nesta sexta-feira (15), o portal Intercept Brasil publicou uma nova reportagem a respeito do suposto vínculo financeiro entre o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a família Bolsonaro na produção do filme Dark Horse, que retrata a campanha presidencial de 2018.

Segundo a matéria, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro teria participado como um dos principais gestores do projeto, inclusive exercendo controle financeiro.

A publicação veio dois dias depois do veículo vazar trechos de conversas entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Entre elas, havia um áudio do congressista pedindo mais dinheiro para o pagamento dos atores.

Segundo jornal, Eduardo Bolsonaro participou com intermediário de negociações com Daniel Vorcaro. Mário Agra/Câmara dos Deputados

Poderes de Eduardo

Segundo o texto, um contrato de produção datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em janeiro de 2024 define que ele, o deputado Mario Frias (PL-SP) e a produtora GoUp Entertainment seriam responsáveis por atividades ligadas ao desenvolvimento do filme.

Entre essas funções estavam a elaboração de estratégias de financiamento, preparação de documentos para investidores, busca de recursos, captação de incentivos fiscais, patrocínios e ações de colocação de produtos. O contrato também previa participação nas decisões sobre a gestão do orçamento do projeto.

Outro documento citado, uma minuta de aditivo contratual de fevereiro de 2024, classificava Eduardo como financiador do filme e autorizava o uso de recursos financeiros investidos por ele no projeto. Não há confirmação de que esse aditivo tenha sido formalmente assinado.

Conversas com Vorcaro

Em uma conversa exposta pelo portal e encaminhada ao banqueiro Daniel Vorcaro pelo empresário Thiago Miranda, Eduardo discute a necessidade de manter os recursos combinados já nos Estados Unidos para evitar dificuldades em remessas internacionais feitas a partir do Brasil.

O ex-deputado afirmava que transferências feitas gradualmente poderiam levar cerca de seis meses para serem concluídas, e defendia enviar "o máximo possível" pelo sistema então utilizado.

De acordo com o Intercept, Miranda teria atuado como intermediário entre Vorcaro, Mario Frias e a família Bolsonaro nas tratativas financeiras do projeto. R$ 60 milhões teriam sido repassados pelo banqueiro em seis parcelas ao longo de 2025.

Dinâmica de pagamentos

O material indica que parte dos recursos negociados com o dono do Master para o filme foi transferida pela empresa Entre Investimentos e Participações para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.

Documentos societários apontam que o escritório do advogado Paulo Calixto, responsável pelo processo imigratório de Eduardo nos Estados Unidos, aparece como agente legal do fundo.

O texto também relembra apurações anteriores sobre a produtora GoUp Entertainment, empresa encarregada por coordenar as gravações, ligada à empresária Karina Ferreira da Gama.

Karina é associada ao Instituto Conhecer Brasil, organização investigada por supostas irregularidades no recebimento de R$ 2 milhões em emendas parlamentares. Mario Frias é um dos deputados que enviaram recursos ao instituto, e é procurado pelo STF para prestar esclarecimentos a respeito das emendas.

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