O senador Cleitinho (Republicanos-MG) pediu nessa terça-feira (2) que o Senado dê prioridade à proposta aprovada na Câmara dos Deputados que trata do fim da escala de trabalho 6x1.
O apelo foi feito durante sessão plenária, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informar que deve reunir líderes partidários na próxima semana para discutir o tema.
Segundo o parlamentar, embora existam outras PECs sobre a jornada de trabalho em tramitação no Senado, a prioridade deve ser dada ao texto encaminhado pela Câmara.
"Paute a que veio da Câmara. Não paute outra, a minha nem outra, não. Se o trabalhador e o povo brasileiro querem essa que veio da Câmara, vamos debatê-la aqui e votar."
O senador reagiu a críticas recebidas após apoiar uma proposta alternativa sobre o assunto.
De acordo com ele, há uma interpretação equivocada de que parlamentares estariam tentando dificultar a tramitação da PEC defendida por movimentos favoráveis ao fim da escala 6x1.
"Estão dizendo que a gente fez emenda para prejudicar a que está na Câmara. Não tem emenda nenhuma. Existem outras PECs também para serem discutidas."
Cleitinho retira apoio a PECs alternativas e rebate críticas
Após o discurso, Cleitinho reforçou sua posição em publicação nas redes sociais.
Em postagem no Instagram, o senador afirmou ter pedido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, prioridade para a proposta aprovada pela Câmara e informou que solicitou a retirada de suas assinaturas de outras PECs sobre o mesmo tema.
"Também solicitei a retirada das minhas assinaturas de outras PECs que tratam do mesmo assunto. Podem ter certeza: sempre estarei ao lado do povo."
No plenário, o parlamentar atribuiu as críticas recebidas à disseminação de informações falsas sobre sua atuação e afirmou que jamais atuaria para prejudicar os trabalhadores, destacando que entrou na vida pública para representar os interesses da população.
O senador também rebateu acusações de que seria contrário ao fim da escala 6x1. Segundo ele, a defesa de mudanças na jornada de trabalho antecede o atual debate no Congresso e motivou a apresentação de uma PEC de sua autoria há cerca de um ano e meio.
Tramitação ainda depende das comissões
Apesar da pressão de parlamentares para acelerar a análise da proposta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou que a PEC não deverá seguir diretamente para votação em plenário. Segundo ele, a matéria passará pelas comissões temáticas da Casa antes de ser submetida aos senadores.
O texto deverá ser encaminhado inicialmente à Comissão de Constituição e Justiça, responsável por analisar a constitucionalidade da matéria, antes de seguir para outras etapas da tramitação.