O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou que apoiaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno contra o presidente Lula. A declaração foi dada em entrevista à rádio CBN nesta segunda-feira (8).
Segundo Zema, o compromisso de derrotar o PT estaria acima de eventuais divergências entre os nomes da direita que disputam espaço para a eleição presidencial de 2026.
"Eu tenho dito sempre que eu, como fiz em Minas Gerais, estarei sempre contra o PT. E, como a minha bandeira é sempre anti-PT, eu vou levar a minha campanha adiante. Espero estar no segundo turno e quem estiver vai ter o meu apoio."
Questionado sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, Zema disse que manteria a posição mesmo diante de eventuais novas revelações.
O episódio ganhou repercussão após o portal Intercept Brasil divulgar, em maio, mensagens e áudios atribuídos ao senador em conversas com Vorcaro. Segundo a reportagem, Flávio buscava apoio financeiro para o filme Dark Horse em meio a dificuldades para custear a produção.
De acordo com a publicação, ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) teriam sido desembolsados entre fevereiro e maio de 2025 para viabilizar o projeto. O valor total negociado chegaria a US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões.
Conversas com Caiado
Durante a entrevista, Zema também confirmou conversas com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para uma possível aliança eleitoral em 2026.
Segundo ele, a ideia em discussão é a formação de uma chapa conjunta, com um dos dois candidatos na cabeça da chapa e o outro como vice. O ex-governador mineiro, porém, ressaltou que as tratativas ainda estão em estágio inicial e que qualquer definição deverá ocorrer apenas após a Copa do Mundo de 2026.
Caiado já reconheceu publicamente a boa relação com Zema, mas evitou confirmar a possibilidade de uma composição eleitoral entre PSD e Novo.