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CASO MASTER

Flávio confirma reunião enquanto Vorcaro estava em prisão domiciliar

Pré-candidato do PL declarou ter encerrado contrato de patrocínio do Banco Master ao tomar conhecimento de fraude financeira.

Congresso em Foco

19/5/2026 | Atualizado às 15:15

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (19) ter se encontrado pessoalmente com o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para tratar do contrato de patrocínio ao filme Dark Horse, que retrata a campanha presidencial de seu pai em 2018.

Segundo o congressista, a reunião, ocorrida em São Paulo, já com o banqueiro em prisão domiciliar em decorrência da operação Compliance Zero, serviu para "botar um ponto final" no acordo, que, segundo ele, já vinha sendo descumprido por Vorcaro nas semanas anteriores.

Flávio afirmou ter sido surpreendido ao tomar conhecimento da dimensão da crise envolvendo a gestão do Master. "Eu fui, sim, ao encontro dele para botar um ponto final nessa história, dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco", disse.

Senador afirma que não possuía suspeitas sobre Daniel Vorcaro antes da prisão.

Senador afirma que não possuía suspeitas sobre Daniel Vorcaro antes da prisão.Andressa Anholete/Agência Senado

O pré-candidato do PL à Presidência da República acrescentou que, antes da Compliance Zero, não havia suspeitas entre parlamentares de envolvimento do Master em fraudes financeiras, o que o levou a acreditar que seria um bom patrocinador.

"[Vorcaro] Era uma pessoa que, lá atrás, circulava em todas as rodas aqui em Brasília, ia a eventos com ministros do Supremo, altas rodas de empresários, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão, inclusive fora do Brasil. Portanto, era, naquela época, uma pessoa acima de qualquer suspeita", relatou.

Escolha pelos EUA

Flávio também comentou a decisão de gravar o filme nos Estados Unidos, e não no Brasil. A escolha levantou suspeitas sobre a utilização de recursos da produção para custear a permanência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro em território americano, onde articulou em Washington a favor de sanções a autoridades brasileiras.

O senador alegou que a gravação em solo estrangeiro ocorreu em decorrência da "dificuldade de arrumar investidores aqui no Brasil". "As pessoas com medo de colocar os seus CPFs, de colocar a sua empresa em um simples empreendimento cultural, que é um filme em homenagem ao melhor presidente da República que esse país já teve", completou.

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Eduardo é citado como administrador financeiro do filme "Dark Horse"

Questionamentos ao Planalto

Ao comentar o contato com Vorcaro, Flávio criticou o presidente Lula por ter recebido o banqueiro no Palácio do Planalto, em 2024, na presença de Gabriel Galípolo, que ainda não era presidente do Banco Central.

Na ocasião, segundo o petista, o proprietário do Master foi informado de que a autoridade financeira atuaria de forma técnica na futura gestão. Na segunda-feira (18), veículos de imprensa afirmaram que Lula teria orientado Vorcaro a não tentar vender o Master ao BTG.

"Quer dizer: em primeiro lugar, uma prova de que o Roberto Campos Neto não tinha absolutamente nada a ver com a tentativa de ajudar o Banco Master. (...) Em segundo lugar, você vê o envolvimento do próprio presidente da República praticamente aconselhando o presidente do Banco Master", afirmou.

Flávio Bolsonaro voltou a defender a instalação de uma CPMI do Banco Master para "separar os inocentes dos bandidos".

Vazamentos

O caso envolvendo a relação entre Flávio e Vorcaro veio à tona na quarta-feira (13), após o portal Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro em diálogos com Daniel Vorcaro. Segundo a reportagem, o senador buscava apoio financeiro para o filme Dark Horse em meio a dificuldades para custear a produção.

Conforme a apuração, ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 para viabilizar o projeto cinematográfico. O montante total negociado seria de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões.

Flávio admitiu ter recorrido a Vorcaro em busca de financiamento, mas negou qualquer irregularidade. O parlamentar afirmou que se tratava de "patrocínio privado para um filme privado" sobre a trajetória do pai. Também negou ter oferecido vantagens, intermediado negócios com o governo ou recebido dinheiro pessoalmente.

Dois dias depois, o Intercept divulgou novas mensagens e documentos indicando que Eduardo Bolsonaro teria ficado responsável pela gestão orçamentária da produção. O ex-deputado negou ter recebido dinheiro do banqueiro.

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Flávio, Eduardo, Frias e Vorcaro: as dúvidas sobre filme de Bolsonaro

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