O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a MP do Frete (1.343/2026) já pode ser votada nesta terça-feira (14). A medida, que caduca em três dias, era alvo de impasse entre governo e oposição.
Randolfe contou ter entrado em acordo com os líderes Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO) para colocar a medida provisória em votação. O senador reiterou que a decisão final sobre a inclusão na pauta cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
"Creio que nós chegamos a um bom acordo para a votação. Eu vou comunicar sobre esse acordo ao presidente Davi Alcolumbre, e a nossa expectativa é colocar a MP em apreciação. Obviamente, a posterior deliberação é do presidente da Casa."
Segundo o líder do governo, o acordo envolveu alterações na redação do texto e a garantia de veto a partes da medida pelo presidente Lula. "No conjunto de preocupações colocadas, quatro dispositivos serão ajustados por meio de emendas de redação, e outros receberam compromisso de veto futuro do presidente da República", afirmou.
Quanto à anistia das multas relacionadas ao 8 de janeiro, Randolfe afirmou que "certamente" o presidente Lula deve vetar. As penalidades se referem a bloqueios de rodovias realizados após as eleições presidenciais de 2022.
O senador ressaltou que a caducidade da medida provisória pode agravar a situação dos caminhoneiros e gerar efeitos negativos em cadeia. Para Randolfe, é fundamental que o Parlamento avance na análise do texto para garantir segurança jurídica e estabilidade ao setor.
A MP do frete reúne demandas antigas da categoria, como mudanças na fiscalização, regras sobre custo mínimo do transporte e revisão de penalidades, pontos que têm mobilizado lideranças em Brasília nas últimas semanas.
O senador também alertou para os riscos de uma paralisação nacional, lembrando os impactos registrados em 2018, quando a greve dos caminhoneiros provocou desabastecimento e prejuízos em diversos setores. Para ele, a aprovação da MP pode ajudar a reduzir tensões e evitar um cenário semelhante.
No domingo (12), o líder dos caminhoneiros Wallace Landim, conhecido como Chorão, havia anunciado uma paralisação nacional da categoria a partir de segunda-feira (13), com foco inicial nos portos do país.