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Flávio Dino autoriza terceiro inquérito da PF contra Lulinha

Filho do presidente passa a responder a três inquéritos no STF por suspeitas de tráfico de influência e venda de acesso ao governo.

4/8/2026
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O ministro Flávio Dino, do STF, acolheu nesta terça-feira (4) um pedido da Polícia Federal para instaurar um novo inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O empresário é investigado por suspeitas de tráfico de influência relacionadas a contatos com investigados no esquema de fraudes contra o INSS.

Este é o terceiro inquérito em andamento contra o empresário. Os outros dois tramitam sob relatoria do ministro André Mendonça. Nas três apurações, a PF procura esclarecer se Lulinha teria tentado explorar sua condição de filho do presidente para oferecer a empresários acesso a autoridades do governo.

Lulinha é suspeito de ter facilitado contratos de empresa de tecnologia junto ao Executivo.Alan Marques/Folhapress

A nova investigação apura a suposta atuação de Lulinha para intermediar contratos entre o Executivo e a empresa de tecnologia 3Structure IT. A companhia já recebeu cerca de R$ 46 milhões do governo dentro de um conjunto de contratos de prestação de serviços que somam R$ 81 milhões.

Ao todo, foram firmados seis contratos, cinco deles por dispensa de licitação. O primeiro foi celebrado em 2022, ainda no governo Jair Bolsonaro, com o Exército. Os demais foram assinados durante o governo Lula por órgãos ligados a diferentes ministérios.

Inquéritos anteriores

Na última semana de julho, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de duas investigações da Polícia Federal contra Lulinha.

A primeira apura suspeitas de que o empresário teria usado sua influência para facilitar a venda de insumos à base de cannabis ao Ministério da Saúde. A investigação cita a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como principal suspeito de coordenar o esquema de fraudes envolvendo descontos associativos.

A segunda investigação envolve o empresário Cléber Ribas, sócio da 3Structure IT. Segundo a PF, ele teria custeado uma viagem de Lulinha em troca de apoio para obter acesso à direção da Dataprev, com o objetivo de viabilizar a celebração de um contrato. A defesa do filho do presidente nega as acusações e afirma que a Polícia Federal conduz uma "pesca probatória" contra o empresário.

Lulinha atualmente reside na Espanha. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o filho deve retornar ao Brasil para prestar esclarecimentos e afirmou que não utilizará as prerrogativas do cargo para protegê-lo.

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