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FILHO DE LULA
Congresso em Foco
1/8/2026 | Atualizado às 7:57
A Polícia Federal vai investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeita de tráfico de influência em negociações envolvendo a Dataprev. A abertura do inquérito foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, após pedido apresentado pela corporação. Esta é a segunda investigação sobre Lulinha autorizada pelo ministro nesta semana.
A investigação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes relacionado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por entender que há conexão entre os fatos, a Presidência do STF distribuiu o caso ao gabinete de Mendonça, responsável pelos processos ligados à operação.
De acordo com a Polícia Federal, as diligências buscam esclarecer se Lulinha utilizou sua influência para favorecer interesses privados em negociações com a Dataprev, empresa pública responsável por soluções de tecnologia para a Previdência Social e outros órgãos do governo federal.
Os investigadores analisam indícios de que um empresário do setor de tecnologia teria buscado a intermediação de Lulinha para facilitar contatos com a estatal. A apuração também pretende verificar se despesas de viagens do empresário foram custeadas como contrapartida por essa suposta atuação.
Careca do INSS
Além da relação entre Lulinha e o empresário, a PF examina possíveis conexões com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", investigado na Operação Sem Desconto, e com a empresária Roberta Luchsinger. O objetivo é identificar se houve articulação para obtenção de contratos junto à administração pública.
Embora tenha origem nas mesmas investigações da Operação Sem Desconto, o novo inquérito é independente de outra apuração que já tramita no STF. Nesse procedimento anterior, também autorizado por Mendonça na quinta-feira, a PF investiga suspeitas de tráfico de influência relacionadas à atuação de Lulinha em negociações envolvendo empresas do setor de cannabis medicinal.
A decisão de instaurar uma nova investigação foi tomada para permitir o aprofundamento específico das suspeitas relacionadas à Dataprev, sem reunir todos os fatos em um único procedimento.
Defesa
Em nota divulgada à imprensa, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Lulinha, afirmou que a defesa recebeu a abertura do inquérito com "tranquilidade". Segundo ele, a medida demonstra uma estratégia de "tentativa e erro" por parte da investigação e não há elementos que sustentem as suspeitas.
O advogado acrescentou que confia na atuação institucional da Polícia Federal e disse acreditar que, ao final das apurações, ficará demonstrada a inexistência de qualquer irregularidade por parte de seu cliente.
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