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Google impulsionou divulgação de manifesto pelo adiamento da votação do PL das Fake News, repudiado pelas big techs. Foto: Reprodução / Google
A empresa Google, detentora da ferramenta de busca de mesmo nome e do site Youtube, iniciou uma campanha publicitária em que se opõe a mecanismos do atual texto do Projeto de Lei das Fake News, que tramita na Câmara dos Deputados. Segundo o presidente do Google Brasil, Fabio Coelho, o projeto na prática compromete a capacidade de enfrentamento das plataformas contra a desinformação.
O projeto prevê que as plataformas digitais deverão pagar aos jornalistas pelo conteúdo fornecido em suas páginas. Segundo Fabio Coelho, esse mecanismo apresenta falhas que podem comprometer o controle de qualidade do programa de parcerias do Google e Youtube, bem como beneficiar conteúdo não-jornalístico. “Sem uma definição precisa do que deve ser considerado conteúdo jornalístico ou de como ele seria utilizado, o Google seria obrigado a pagar a produtores de conteúdo apenas por exibir seus sites nos resultados de pesquisa”, aponta.
Outro mecanismo previsto no projeto que preocupa a empresa é a obrigatoriedade dos mecanismos de transparência algorítmica, dando clareza sobre como funciona a distribuição de conteúdo nas plataformas. “Atores mal-intencionados que desejam contornar nossas políticas podem usar esse conhecimento para encontrar maneiras de manipular nossos sistemas. Fornecer a eles um manual de instruções provavelmente resultará em um aumento na desinformação”, alertou a equipe do Youtube na campanha.
Google e Youtube também se preocupam que as fake news se sobreponham nos resultados de pesquisas, uma vez que estas não terão cobrança pela exibição. “Do jeito que está, o projeto de lei desestimula as plataformas de busca de oferecer essa experiência completa, ao exigir o pagamento pelo uso até mesmo uma única palavra de uma notícia ou de seu título. (...) As plataformas online não conseguiriam mostrar mais do que uma lista de links até que negociassem acordos com todas as empresas de mídia”, afirmou Fabio Coelho, que também teme que o projeto beneficie grandes veículos em detrimento dos pequenos.