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Na reta final, ao menos 16 candidatos ao Senado trocaram suplentes

Mudanças ocorreram em ao menos oito Estados; prazo para substituições terminou em 14 de setembro. Veja as alterações nas chapas.

17/9/2026
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Ao menos 16 candidatos ao Senado modificaram uma ou as duas suplências de suas chapas em setembro, na reta final do prazo para substituições nas eleições de 2026. Levantamento do Congresso em Foco identificou mudanças em oito Estados nas duas semanas que antecederam a data-limite, 14 de setembro.

As alterações ocorreram por renúncias, indeferimentos de registros pela Justiça Eleitoral e rearranjos políticos. O levantamento compara bases do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e registros formalizados entre 1º e 16 de setembro. Como os dados são atualizados continuamente, alguns pedidos ainda aguardavam julgamento na consulta mais recente.

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O prazo geral para partidos, federações e coligações apresentarem substitutos terminou 20 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A legislação permite a troca em casos de renúncia, falecimento, indeferimento, cancelamento ou cassação do registro. Depois desse limite, a substituição só pode ser efetivada em caso de falecimento.

Cada candidato ao Senado concorre com dois suplentes, eleitos junto com o titular e que podem assumir a cadeira ao longo dos oito anos de mandato. Atualmente, nove dos 81 senadores em exercício chegaram às cadeiras como suplentes, sem terem sido eleitos como titulares.

Prazo para troca de suplentes se encerrou em 14 de setembro.Arte Congresso em Foco

O prazo para partidos, federações e coligações apresentarem substitutos terminou 20 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A legislação permite trocas por renúncia, falecimento, indeferimento, cancelamento ou cassação do registro. Depois desse limite, a substituição fica restrita a casos de falecimento.

Cada candidato ao Senado concorre com dois suplentes, eleitos junto com o titular e que podem assumir a cadeira durante os oito anos de mandato. Atualmente, nove dos 81 senadores em exercício chegaram às cadeiras como suplentes, sem terem sido eleitos como titulares.

Trocas até o último dia

Parte das mudanças ficou para o limite do calendário. Na Paraíba, Janine Lucena (PSD) renunciou à primeira suplência de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) no dia 14, após ter o registro indeferido pelo TRE-PB. Seu irmão, Matheus Lucena (PDT), foi apresentado para substituí-la.

No Rio de Janeiro, Marcos Dias (Podemos) reorganizou as duas vagas após o indeferimento de Pastor Everaldo, então primeiro suplente. Em Alagoas, Marina JHC (PSDB) também apresentou um novo segundo suplente no último dia do prazo após a saída do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT).

A outra chapa alagoana incluída no levantamento, a de Dr. Wanderley (MDB), passou por sucessivas alterações nas duas suplências até chegar à composição registrada no fim do prazo.

Estados com mais substituições

O Tocantins reúne o maior número de candidaturas com alterações identificadas: cinco. Houve mudanças nas chapas de Eli Borges (Republicanos), Fábio Ribeiro (Rede), Hélio Rodrigues Bolsonaro (Democrata), Osvany Luz (Democrata) e Vanderlei Luxemburgo (Podemos).

Em Mato Grosso, duas candidaturas chegaram à reta final com mudanças nas duas vagas. Janaína Riva (MDB) substituiu primeiro e segundo suplentes, assim como Beny Godoy (Agir). No caso de Godoy, uma das alterações ocorreu após o indeferimento de Jackson Pereira, que tinha 32 anos e não preenchia a idade mínima de 35 anos exigida para integrar uma chapa ao Senado.

Suplente vai junto com o voto

Ao contrário das eleições proporcionais para a Câmara e as Assembleias, no Senado os dois suplentes já integram a chapa. O eleitor não escolhe esses nomes separadamente: ao votar no candidato, vota também nos suplentes.

Neste ano, 54 das 81 cadeiras do Senado estão em disputa. Os vencedores terão, portanto, 108 suplentes vinculados aos mandatos que começam em 2027 e vão até 2035. As trocas feitas às vésperas da eleição podem definir quem estará habilitado a assumir uma cadeira no Congresso ao longo dos próximos oito anos.

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