O presidente Lula (PT) anunciou nesta quinta-feira (17), durante cerimônia no Palácio do Planalto, um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o valor médio recebido pelas famílias de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. O anúncio ocorre a menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 2026 e amplia os valores pagos pelo principal programa federal de transferência de renda.
Conforme o anúncio, o reajuste representa um acréscimo médio de R$ 102 por família. Os pagamentos do Bolsa Família continuam variando de acordo com a composição de cada núcleo familiar, uma vez que o programa combina a garantia mínima com benefícios adicionais destinados, entre outros grupos, a crianças, adolescentes e gestantes.
O último reajuste estrutural do Bolsa Família havia ocorrido no relançamento do programa, em março de 2023. Desde então, os valores-base não tinham sido corrigidos até o anúncio de Lula nesta quinta-feira. Em 2023, o novo desenho estabeleceu R$ 142 por integrante da família, com complemento para garantir piso mínimo de R$ 600, além de adicionais, como R$ 150 por criança de até 6 anos e R$ 50 para determinados integrantes, incluindo gestantes, crianças e adolescentes.
As regras oficiais disponíveis no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) estabelecem ainda que o acesso ao programa depende da renda familiar e da inscrição no Cadastro Único.
A medida também ocorre depois de o governo rebater informações que circulavam nas redes sociais sobre uma suposta interrupção do Bolsa Família após as eleições. Em agosto, o MDS afirmou oficialmente que era falsa a informação de que o programa seria suspenso depois do pleito e declarou que as ações continuadas da pasta permaneceriam em execução.