O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta segunda-feira (5) que o ex-presidente Jair Bolsonaro participará de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), caso o senador vença a eleição presidencial. Segundo o dirigente, Bolsonaro não ocupará um ministério, mas deverá opinar sobre a administração e participar da escolha de integrantes do governo.
"Bolsonaro vai participar muito dessa administração. Não tenho dúvida disso. Ele vai dar opinião. Não, não vai ser ministro, mas vai dar opinião", declarou em entrevista à GloboNews.
Valdemar também prevê influência de Bolsonaro na composição do governo. Na avaliação dele, o ex-presidente deverá defender uma administração semelhante à que comandou entre 2019 e 2022, com "pessoas de confiança" em postos estratégicos.
Planos para Marinho
Valdemar também pretende lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, à presidência do Senado em 2027, rompendo com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
O partido elegeu uma bancada de 28 senadores para a próxima legislatura, mais de um terço das 81 cadeiras. Valdemar calcula que Marinho também poderá contar com a federação PP-União Brasil e com o Republicanos. Considerados em conjunto e sem incluir Alcolumbre, o grupos terá 44 representantes no Senado.
Esta é a segunda vez que o PL lança Marinho à presidência da Casa. O senador também concorreu em 2023, quando perdeu para Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32.
Disputa pelo segundo turno
Flávio terminou o primeiro turno de domingo (4) na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois voltam às urnas em 25 de outubro. Depois da apuração, o senador disse estar "muito feliz" e interpretou os cerca de 56 milhões de votos recebidos como um sinal de que "Brasil quer mudança".
Lula reconheceu que esperava vencer já na primeira votação e tratou a nova etapa da campanha como uma oportunidade de comparação direta entre as duas candidaturas. "Estamos na prorrogação", resumiu. O presidente também anunciou que pretende buscar eleitores que se abstiveram no primeiro turno e explorar diferenças entre sua trajetória e a de Flávio.