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Duas horas para a apuração: Veja a média das pesquisas eleitorais

Com as urnas ainda abertas, pesquisas da véspera apontam disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro

25/10/2026
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Durante meses, as pesquisas eleitorais acompanharam cada movimento da disputa entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Agora, faltando apenas duas horas para o fechamento das urnas, os números estão prestes a ser confrontados com a escolha dos brasileiros.

Neste domingo (25), o Congresso em Foco reúne os últimos levantamentos nacionais para mostrar como os candidatos chegaram ao segundo turno. A média de dez pesquisas divulgadas no sábado (24), véspera da eleição, aponta 50,9% dos votos válidos para Flávio e 49,1% para Lula, uma diferença de aproximadamente 1,8 ponto percentual.

Depois de semanas de pesquisas, Lula e Flávio aguardam o resultado das urnas.Arte Congresso em Foco

O senador aparece numericamente à frente em nove dos dez levantamentos. A exceção é o Colectta, que registra 50,3% para Lula e 49,7% para Flávio. A maior diferença foi identificada pela Gerp, com quatro pontos percentuais a favor do candidato do PL.

Uma 11ª pesquisa, da Palver, apontou 50% para Flávio e 49% para Lula. O instituto, que identificou corretamente a ordem dos candidatos no primeiro turno, não divulgou percentuais separados de votos válidos. Por isso, seu resultado não entrou no cálculo da média.

Os números representam o último retrato das intenções de voto antes do encerramento da eleição. Não constituem uma previsão do resultado, que começará a ser conhecido após as 17h, quando a Justiça Eleitoral iniciar a divulgação da apuração.

Por reunir pesquisas independentes, com períodos de coleta e métodos distintos, a média não constitui um novo levantamento eleitoral, não possui margem de erro própria e não deve ser interpretada como previsão do resultado.

O Congresso em Foco calculou a média aritmética simples dos percentuais de votos válidos de dez pesquisas nacionais divulgadas no sábado (24): AtlasIntel/Bloomberg, Datafolha, Quaest, Gerp, BTG/Nexus, Colectta, CNT/MDA, Instituto França, Veritá e Futura.

Cada levantamento recebeu o mesmo peso, independentemente do tamanho da amostra ou da metodologia utilizada. Foram excluídos votos brancos, nulos e indecisos.

A pesquisa Palver foi apresentada separadamente porque os percentuais divulgados consideram votos totais, e não uma estimativa específica de votos válidos.

Antes do arredondamento, os resultados das dez pesquisas são de aproximadamente 50,88% para Flávio e 49,12% para Lula, uma diferença de 1,75 ponto percentual.

Quem chegou à eleição à frente nas pesquisas?

Os dez levantamentos com percentuais de votos válidos divulgados no sábado (24) registraram diferenças de 0,2 a quatro pontos percentuais entre os candidatos.

O resultado mais apertado foi identificado pela Futura, que apontou 50,1% para Flávio e 49,9% para Lula, distância de apenas 0,2 ponto percentual. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 23 e 24 de outubro e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

O Colectta foi o único instituto do grupo a registrar vantagem numérica para Lula, com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Flávio, diferença de 0,6 ponto percentual.

No BTG/Nexus, a diferença foi de um ponto percentual, com 50,5% para Flávio e 49,5% para Lula. Já a CNT/MDA apontou 50,7% para o senador e 49,3% para o presidente, diferença de 1,4 ponto.

A AtlasIntel/Bloomberg registrou 50,8% para Flávio e 49,2% para Lula, distância de 1,6 ponto percentual. A pesquisa ouviu 4.990 eleitores entre 18 e 23 de outubro e tem margem de erro de um ponto percentual.

Datafolha e Quaest apresentaram os mesmos percentuais, de 51% para Flávio e 49% para Lula. O Instituto França apontou 51,4% a 48,6%, enquanto a Gerp registrou a maior diferença, de 52% a 48%.

A Veritá apontou 51,56% dos votos válidos para Flávio e 48,44% para Lula, diferença de 3,12 pontos percentuais. O instituto entrevistou 15.554 eleitores em 905 municípios, entre 19 e 23 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

A Palver também divulgou pesquisa no sábado. O levantamento apontou 50% das intenções de voto totais para Flávio e 49% para Lula, configurando empate técnico.

Na comparação com a rodada anterior, o presidente passou de 48% para 49%, enquanto o senador permaneceu com 50%. A distância caiu de dois para um ponto percentual.

A Palver foi um dos institutos que identificaram Flávio numericamente à frente de Lula antes do primeiro turno, embora tenha registrado uma diferença maior do que a verificada nas urnas.

O que mudou na reta final da disputa?

Na quarta-feira (21), a média de 14 pesquisas calculada pelo Congresso em Foco apontava 51,2% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 48,8% para Lula. O senador aparecia numericamente à frente em 13 dos 14 levantamentos.

Na sexta-feira (23), outro levantamento do Congresso em Foco, com 17 pesquisas nacionais, registrou média de 50,9% para Flávio e 49,1% para Lula. O candidato do PL estava numericamente à frente em 14 estudos, enquanto o petista liderava em dois e um apontava igualdade nos votos válidos.

As pesquisas mais recentes mostram movimentos diferentes entre os institutos.

A maior redução da diferença entre os candidatos, entre as rodadas aqui comparadas, foi registrada pela Futura.

Na quarta-feira (21), Flávio tinha 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% de Lula, vantagem de 2,2 pontos percentuais. No levantamento de sábado (24), a distância caiu para apenas 0,2 ponto, com 50,1% para o senador e 49,9% para o presidente. As oscilações ficaram dentro da margem de erro.

No Datafolha, a diferença voltou a crescer numericamente. Depois de um empate de 50% a 50% na quinta-feira (22), o levantamento de sábado apontou 51% para Flávio e 49% para Lula.

A Quaest também registrou 51% para o senador e 49% para o presidente. Na rodada anterior, de quarta-feira (21), os percentuais eram de aproximadamente 50,6% e 49,4%, respectivamente.

Já no BTG/Nexus, a diferença passou de 0,6 para um ponto percentual entre segunda-feira (19) e sábado (24). No cenário tradicional de votos válidos, Flávio registrou 50,5% e Lula, 49,5%.

A Gerp mostrou redução da distância entre os candidatos. Flávio passou de 53% para 52%, enquanto Lula avançou de 47% para 48%. A vantagem numérica do senador caiu de seis para quatro pontos percentuais.

No Instituto França, ocorreu o movimento contrário: a diferença aumentou de 1,6 para 2,8 pontos percentuais a favor de Flávio.

A Veritá também registrou aumento da diferença entre os candidatos. Na rodada anterior, Flávio tinha 51,4% dos votos válidos, contra 48,6% de Lula, vantagem de 2,8 pontos percentuais. No levantamento divulgado no sábado (24), a distância passou para 3,12 pontos, com 51,56% para o senador e 48,44% para o presidente.

As variações devem ser analisadas considerando as margens de erro e os métodos utilizados por cada instituto. Além disso, médias calculadas com conjuntos diferentes de pesquisas não são diretamente comparáveis para identificar tendências.

Das pesquisas às urnas

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, contrariando a maior parte das pesquisas divulgadas na reta final da campanha, que indicavam vantagem do petista.

Flávio alcançou 56.104.503 votos (47,03%), enquanto Lula recebeu 53.879.538 (45,16%). A diferença foi de 2.224.965 votos.

Desde então, os dois candidatos buscaram conquistar os eleitores que escolheram outros nomes no primeiro turno, além daqueles que votaram em branco, anularam o voto ou não compareceram.

A votação deste domingo (25) começou às 8h e segue até as 17h, pelo horário de Brasília. Após o encerramento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começará a divulgar os resultados da apuração.

O Congresso em Foco acompanha a apuração em tempo real, com a atualização dos votos recebidos por Lula e Flávio Bolsonaro, os percentuais de cada candidato e o avanço da totalização das urnas.

Depois de semanas de pesquisas, debates e campanha, a disputa chega ao momento decisivo. A partir das 17h, as estimativas dos institutos darão lugar aos votos efetivamente registrados pelos brasileiros, revelando quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos.

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