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Plataformas da Globo não vão tirar filme de Gentili e Porchat do ar

Em nota, Globoplay e Telecine afirmam que não irão retirar o filme “Como se tornar o pior aluno da escola” dos catálogos de streaming.

15/3/2022
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Cena protagonizada por Fábio Porchat é alvo de críticas bolsonaristas. Foto: Reprodução/Twitter
As plataformas de streaming da Rede Globo, Globoplay e Telecine, não cumprirão a decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública de retirar o filme “Como se tornar o pior aluno da escola” dos catálogos. A determinação foi publicada nesta terça-feira (15), após cenas da obra, protagoniza pelos comediantes Danilo Gentili e Fábio Porchat, repercutirem negativamente. Por meio de nota, as plataformas informaram estar atentas às críticas sobre o conteúdo do filme, mas consideram a decisão do ministério como “censura”. “A decisão ofende o princípio da liberdade de expressão, é inconstitucional e, portanto, não pode ser cumprida", diz trecho da nota enviada à imprensa”, afirma a nota. A nota destaca que o “consumo de conteúdo em um serviço de streaming é, sobretudo, uma decisão do assinante”. As plataformas reforçam que o filme foi classificado como inapropriado para menores de 14 anos. Pela decisão da Pasta da Justiça, o descumprimento da remoção implicará em uma multa diária de R$ 50 mil. Procurada pelo Congresso em Foco, a Netflix ainda não se pronunciou se retirará o filme do catálogo. A matéria será atualizada com a decisão da empresa posteriormente.   Confira a íntegra da nota da Rede Globo: "O Globoplay e o Telecine estão atentos às críticas de indivíduos e famílias que consideraram inadequados ou de mau gosto trechos do filme 'Como se tornar o pior aluno da escola' mas entendem que a decisão administrativa do ministério da Justiça de mandar suspender a sua disponibilização é censura. A decisão ofende o princípio da liberdade de expressão, é inconstitucional e, portanto, não pode ser cumprida. As plataformas respeitam todos os pontos de vista mas destacam que o consumo de conteúdo em um serviço de streaming é, sobretudo, uma decisão do assinante – e cabe a cada família decidir o que deve ou não assistir. O filme em questão foi classificado, em 2017, como apropriado para adultos e adolescentes a partir de 14 anos pelo mesmo ministério da Justiça que hoje manda suspender a veiculação da obra".
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