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Fachin devolve investigação do INSS a Mendonça, mas mantém a do Master

Presidente do STF mantém investigação sobre o Banco Master sob sua responsabilidade por prazo limitado; Plenário decidirá quem conduzirá o caso.

30/10/2026
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O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a devolução da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios do INSS, ao ministro André Mendonça. Já os procedimentos da Operação Compliance Zero, relacionados ao Banco Master, permanecerão provisoriamente sob a responsabilidade da Presidência da Corte. A decisão, dessa quinta-feira (29), ainda será submetida ao Plenário do tribunal.

As duas operações haviam sido transferidas à Presidência em setembro, após o ministro Alexandre de Moraes apontar supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução das investigações por Mendonça. Ao reexaminar o caso, Fachin considerou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que não identificou elementos suficientes para caracterizar abuso de autoridade, embora tenha feito ressalvas sobre o dever de imparcialidade. A manifestação não encerra a análise da representação de Moraes, que ainda depende de deliberação do Plenário.

Fachin havia assumido o comando das investigações do INSS e do Master em meio à crise entre Mendonça e Moraes.Gabriela Biló/Folhapress

Tratamentos diferentes

Na Operação Sem Desconto (PET 15.041), Fachin concluiu que não há, neste momento, elementos concretos envolvendo autoridades com prerrogativa de foro que justifiquem a permanência do processo na Presidência. Com isso, Mendonça reassume a condução das investigações e poderá analisar os pedidos pendentes.

A situação é diferente na Operação Compliance Zero (PETs 15.556 e 16.662). Relatórios policiais relacionados ao Banco Master contêm referências a ministros do STF, o que exige avaliação do Plenário sobre a competência para investigar eventuais envolvidos e a possibilidade de desmembramento dos procedimentos. Até essa definição, Fachin poderá decidir apenas questões urgentes, como a revisão periódica da necessidade de prisões preventivas, sem assumir definitivamente a relatoria.

Manutenção temporária

A manutenção da Compliance Zero na Presidência está limitada a 90 dias contados de 12 de setembro, e não da decisão dessa quinta-feira. A medida poderá ser revista antes desse prazo se o Plenário concluir a análise das questões pendentes, terminar o prazo regimental de um pedido de vista ou a Polícia Federal apresentar informações relevantes sobre as referências a integrantes do Supremo nas investigações.

Fachin determinou que sua decisão seja submetida a referendo do Plenário, que também deverá discutir a competência para conduzir os processos e um eventual desmembramento das investigações. Até lá, a apuração das fraudes no INSS volta às mãos de Mendonça, enquanto o caso Banco Master permanece provisoriamente sob responsabilidade da Presidência. A decisão não antecipa conclusões sobre as suspeitas investigadas nem sobre a atuação do relator.

Processo: Petição 16.704

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