A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012. O resultado representa uma redução em relação aos 5,4% do trimestre anterior e aos 5,6% de julho a setembro de 2025. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O país registrou 5,6 milhões de desempregados, 234 mil a menos que no trimestre anterior e 417 mil a menos que há um ano. A população ocupada chegou ao recorde de 103,6 milhões de pessoas, com aumento de 581 mil trabalhadores em três meses. A construção civil se destacou, com crescimento de 2,8% na ocupação, equivalente a 210 mil pessoas.
Também houve recordes no número de empregadores, que atingiu 4,5 milhões, e de empregados no setor público, com 13,2 milhões. Já o contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permaneceu estável, em 39,4 milhões. O mesmo ocorreu com os empregados sem carteira (13,7 milhões) e os trabalhadores por conta própria (26,1 milhões).
Desalento cresce e renda bate recorde
Apesar da queda do desemprego, o número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar trabalho — aumentou 7,5% no trimestre, chegando a 2,5 milhões. Também cresceu o contingente de trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas, que atingiu 4,3 milhões. A taxa de subutilização da força de trabalho ficou estável em 13%.
O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.790, com estabilidade no trimestre e alta de 3,6% em um ano. A massa de rendimentos, soma da renda recebida pelos trabalhadores, bateu recorde de R$ 387,5 bilhões, com crescimento de 4,7% na comparação anual.
Segundo o IBGE, a estabilidade em diferentes modalidades de contratação pode indicar cautela do mercado diante das eleições. A próxima divulgação da PNAD Contínua, referente ao trimestre encerrado em outubro, está prevista para 27 de novembro.